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Já são 118 os mortos em Samoa pelo tsunami causado por forte terremoto

Arquivo Geral

01/10/2009 0h00

As equipes de resgate buscam hoje nas ilhas Samoa a centenas de pessoas desaparecidas pelo tsunami que há 24 horas arrasou populações litorâneas e deixou, pelo menos, 118 mortos.

Às tarefas de busca de desaparecidos e de assistência aos desabrigados em Samoa Ocidental, se uniram especialistas e agentes sanitário, que chegaram hoje a Ápia, a capital, a bordo dos dois aviões enviados pelo Governo da Austrália.

Em Upolo, a segunda maior ilha de Samoa independente, pelo menos 20 aldeias ficaram completamente destruídas e cerca de 50 ficaram muito danificadas.

O primeiro-ministro samoano, Tuilaepa Lupesolai Sailele, percorreu acompanhado de funcionários as áreas afetadas de Upolo e se defendeu das críticas que seu Governo não alertou com tempo suficiente que se aproximava um tsunami.

“Estivemos informando durante muito tempo à população sobre o que devia fazer em caso de alerta de tsunami”, disse a Rádio Nureva Zelândia.

Segundo estimativas do Governo de Samoa, Estado com cerca de 200 mil habitantes, o número de desabrigados é de 32 mil.

O país do Pacífico mais afetado foi Samoa Ocidental – independente – com 84 falecidos, enquanto a Samoa americana, declarada zona catastrófica, confirmou 27 vítimas mortais e Tonga outras sete, informaram hoje fontes oficiais citadas pela imprensa local.

Depois do primeiro terremoto de 7,9 graus, segundo a medição do Serviço Geológico dos EUA, a região sofreu dezenas de réplicas superiores aos cinco graus que atemorizaram os residentes e complicaram ainda mais os trabalhos de resgate e envio de ajuda.

O primeiro terremoto derrubou vários edifícios, mas muito pior foi o posterior impacto de ondas gigantes de até seis metros de altura, que se levaram pela frente casas e carros, segundo relatos de testemunhas.

As imagens de televisão mostraram povoados inteiros reduzidos a escombros, casas em pedaços de madeira e metal e veículos pendurados em árvores.

O sul da ilha de Upolo (Samoa independente) foi a zona mais afetada, já que ficaram destruídas tanto humildes aldeias do litoral quanto hotéis de luxo na praia.

Uma grave avaria nas telecomunicações segue impedindo conhecer o alcance exato do desastre.

Na Samoa administrada pelos Estados Unidos, o presidente Barack Obama declarou desde Washington a todo o território como zona catastrófica e acelerou o envio de vários aviões e navios militares para despachar ajuda a mais de 240 mil desabrigados.

Austrália, Nova Zelândia e União Europeia, entre outros, já anunciaram que também despacharão material de emergência ao Pacífico Sul.

A potência do maremoto foi tal que fez desaparecer várias ilhas do arquipélago de Niue, outra nação insular de baixa latitude e muito ameaçada por estes fenômenos.

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