Grupos de direitos homossexuais se concentraram hoje em frente à embaixada do Reino Unido em Roma para protestar contra a decisão de deportar Pegah. A iraniana está detida desde 13 de agosto na penitenciária Yarls Wood, mind em Sheffield, no norte da Inglaterra.
Também participaram do ato os deputados do Partido Democráticos de Esquerda Franco Grillini e Gianni Cuperlo, e a secretária do Partido Radical, Rita Bernardini.
Durante o protesto, foi anunciado que, por enquanto, o Governo britânico decidiu adiar a deportação da iraniana, antes prevista para amanhã, assegurou a ministra de Igualdade de Oportunidades italiana, Barbara Pollastrini.
O ministro de Solidariedade Social, Paolo Ferrero, reiterou seu pedido “para que a Itália conceda asilo político a Pegah Emambakhsh” e garanta “seu direito de viver e amar como quiser”, em mensagem lida durante a manifestação.
O ministro de Meio Ambiente italiano, Alfonso Pecoraro Scanio, deve se reunir amanhã com o embaixador britânico na Itália, Edwin Chaplin, para tentar convencer o Reino Unido a mudar de decisão.
As autoridades italianas, entre elas o ministro da Justiça, Clemente Mastella, afimaram que estão dispostas a acolher Pegah, caso o Reino Unido confirme a deportação ao Irã.
Pegah Emambakhsh, que deixou dois filhos no Irã, disse que fugiu do país em 2005, depois que sua companheira foi condenada a ser apedrejada. Ela afirmou que sabia que também acabaria sendo presa, em entrevista publicada no domingo pelo jornal “La Repubblica”.
A iraniana disse, ainda, que as autoridades britânicas decidiram por sua repatriação porque o Ministério do Interior (Home Office) não acreditou em sua “declaração de homossexualismo”.
A porta-voz na Itália do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), Laura Boldrini, afirmou hoje que, nos últimos dois anos, as autoridades italianas concederam condição de refugiado ou permissão humanitária a 40 homossexuais.
Ela acrescentou que o esperado é que as autoridades britânicas voltem a examinar a documentação de Pegah Emambakhsh, principalmente porque, “devido ao destaque que o caso teve, surgiram novos elementos de perigo para ela em seu país”.