A Direção de Investigação Antimáfia (DIA) de Nápoles, na Itália, confiscou hoje bens avaliados em cerca 20 milhões de euros pertencentes supostamente a Michele Zagaria, um dos máximos chefes do clã camorrista dos Casaleses.
Com a operação foram confiscados imóveis, ações e contas correntes pertencentes a cinco pessoas, consideradas pelos investigadores testas-de-ferro de Zagaria, incluído na lista dos 10 fugitivos mais procurados do país.
Zagaria havia determinado ao empresário Aldo Bazzini à organização do investimento do dinheiro por meio das atividades ilegais, como uma rede de empresas e sociedades do setor da construção e de venda de imóveis.
Além disso, com o dinheiro foram compradas casas de luxo na Itália, apólices de seguros de vida.
A operação é consequência das informações conseguidas pela polícia depois da prisão e da condenação de Bazzini, em 9 de junho.
Segundo as investigações, Bazzini usou de suas aptidões empresariais para entrar em sociedades vinculadas à Camorra para realizar de infraestrutura como a linha ferroviária de alta velocidade Nápoles-Roma.
As empresas fechadas como “Italcostruzioni Nord” e “Ducato Immobiliare”, entre outras, estão em nome de filhos de Bazzini. Também foram expropriados seis apartamentos e um chalé de 250 metros quadrados em Parma.
Este golpe às finanças da Camorra se soma ao realizado em 25 de novembro, quando foram confiscados outros bens avaliados em 120 milhões de euros pertencentes supostamente às “famílias” Belforte, Bidignetti e Zagaria, que compõem o clã dos Casaleses.