O ministro de Interior de Israel, Eli Yishai, se desculpou hoje pelo “mal-estar” que o Estado judeu causou ao aprovar a construção de 1.600 casas em território palestino durante a visita do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, à região.
“Peço desculpas pela inquietação que este assunto causou”, declarou o ministro à “Rádio Israel”.
Yishai disse na manhã desta quarta-feira que não sabia que um comitê de seu ministério pretendia aprovar ontem o plano para a ampliação do assentamento judaico de Ramat Shlomo, em Jerusalém Oriental.
O ministro acrescentou que a aprovação das novas construções é um assunto “técnico e de rotina”. Ainda segundo ele, que também foi ouvido pelo jornal “Ha’aretz”, os comitês distritais aprovam planos semanais sem comunicá-lo.
Yishai também declarou que o comitê não tinha como prever que seu ato fosse ter repercussões políticas, já que “há poucos dias foram aprovados planos para a construção de centenas de casas na colônia de Beitar Illit, que é muito mais problemática”, uma vez que fica na Cisjordânia, e não em Jerusalém Oriental, que Israel considera parte de seu território.
Para o ministro, o sinal verde às novas construções em Jerusalém Oriental não deveria representar nenhum problema. Porém, ele disse que, se soubesse como seria a reação, teria adiado a decisão em uma ou duas semanas.
“É definitivamente desagradável que isto tenha ocorrido durante a visita de Biden”, afirmou.
Ontem à noite, o vice-presidente americano condenou com dureza o anúncio israelense, feito um dia depois de os palestinos terem aceitado retomar as negociações indiretas com Israel.
A aprovação das novas construções “é precisamente o tipo de passo que menospreza a confiança de que necessitamos atualmente”, afirmou o vice americano, que, em nota, advertiu que “as ações unilaterais (…) não prejulgarão o resultado das negociações”.