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Mundo

Israel se compromete a melhorar a liberdade de movimentação na Cisjordânia

Arquivo Geral

26/06/2007 0h00

A usina nuclear Angra 3, viagra symptoms cuja retomada de obras foi aprovada segunda-feira, medicine more about pelo Conselho Nacional de Política Energética vai começar a gerar seus 1.350 megawatts de capacidade (o mesmo obtido por Angra 2), ask a partir de 2013, segundo informação do ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hupner.

Angra 1, a primeira usina construída no País, gera em torno de 600 megawatts. A Eletronuclear ficará encarregada de comercializar a energia com as concessionárias do país que disputarem a compra através de leilões, coordenados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), segundo informou o ministro.

Atualmente, o megawatt hora é negociado em torno de R$ 140. As tarifas de Angra 3 serão fixadas de acordo com os custos próprios de uma usina nuclear, em que entram também os cálculos em torno do custo com os depósitos dos rejeitos.

Hupner argumentou que eles não significam perigo, pois são de pequena quantidade e podem ser depositados em piscinas especiais, que existem nas próprias usinas. A França por exemplo, segundo ele, tem quase 60 usinas nucleares, que geral 80% de sua energia elétrica e utiliza esse sistema.

O Ministério de Minas e Energia e os demais setores envolvidos vão formalizar detalhes finais sobre a decisão de ontem, que vão constar de documento a ser encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para aprovação. Depois da decisão presidencial assinada, o MME publica então a resolução para início das obras.

Hupner disse que é oportuna a aprovação da retomada de Angra 3 porque o país gasta muito dinheiro para manutenção da estrutura já montada para a usina, que sofreu paralisação em 1984. Mas, segundo ele, não há equipamentos obsoletos pois o que deverá mudar serão controles mais modernos e softwares de ultima geração.

O ministro interino informou que o Brasil vai agora poder executar todo o ciclo do combustível nuclear: temos domínio sobre todo o ciclo de processamento de urânio e ainda fazemos enriquecimento no Canadá e em países da Europa porque economicamente vinha sendo mais barato.

Com a implantação de Angra 3 no entanto, queremos colocar todo o ciclo do país em funcionamento e seremos no mundo quem tem reserva, capacidade de produção e capacidade para enriquecimento do combustível nuclear.


O governo de Israel anunciou hoje que ampliará nos próximos meses a liberdade de movimentos na Cisjordânia de modo que a população local possa se deslocar em um “período de tempo normal” e “sem que tenha nenhum atrito com israelenses”.

O anúncio foi feito hoje em entrevista coletiva por Miri Eisin, page porta-voz do primeiro-ministro israelense, link Ehud Olmert, prescription que segunda-feira participou da cúpula entre Israel, Jordânia, Egito e a Autoridade Nacional Palestina (ANP), realizada na localidade egípcia de Sharm el-Sheikh.

Na reunião, Olmert anunciou uma “melhora significativa da liberdade de movimentos para a população palestina na Judéia e Samaria (Cisjordânia)”.

Eisin, no entanto, recusou detalhar as medidas relativas a essa melhora na liberdade de movimentação, mas disse que o objetivo é que “quem viva em Jenin possa se deslocar, por exemplo, a Nablus em um período de tempo normal sem se encontrar com israelenses”.

Ambas as localidades ficam no norte da Cisjordânia e não estão separadas pelo muro que Israel constrói, mas Nablus – a principal cidade palestina – está na atualidade completamente rodeada por postos de controle militares.

“É preciso conseguir um delicado equilíbrio entre melhorar de forma substancial as condições de vida dos palestinos sem que isto ponha em perigo a segurança dos israelenses”, declarou.

Eisin se referiu também na entrevista coletiva à decisão, anunciada nesta segunda-feira por Olmert, de propor a seu Governo a libertação de 250 presos do movimento Fatah, liderado pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, que não tenham cometido homicídios.

“É um gesto importante ao qual podem seguir mais”, mas também “um reconhecimento de que Israel não ignora o sofrimento dos palestinos”, disse.

Eisin insistiu em que a “incrível brutalidade, inclusive para o Oriente Médio” da violência há duas semanas da Faixa de Gaza , também gerou uma “oportunidade” ao desvincular os “moderados” do Fatah dos “extremistas” e “terroristas” do movimento islâmico Hamas, que até então compartilhavam o Governo de coalizão.

“O horizonte político é agarrar esta oportunidade”, acrescentou Eisin, para quem Israel está dando “passos” na direção da paz para viabilizar a fórmula de um Estado palestino e outro israelense, e como “base” para a iniciativa saudita de 2002, revitalizada na cúpula da Liga Árabe, em março passado.

“Não significa que estará tudo pronto em 2008, mas sim que estamos dando passos”, apontou. “Nunca dissemos que aceitaríamos essa iniciativa”, lembrou, antes de insistir em que Israel considera “inaceitável” e não negociável a aceitação do direito de retorno sequer de uma parte dos mais de 4 milhões de refugiados palestinos, reconhecido na resolução 194 da Assembléia Geral das Nações Unidas.

A porta-voz insistiu em que Israel “quer evitar uma crise humanitária” na Faixa de Gaza, por isso que manterá a provisão de eletricidade e água (interrompido durante os confrontos), mas ressaltou que não “haverá nenhum compromisso com o Hamas”.

Além disso, Eisin pediu “tempo” para que o Executivo de emergência liderado na Cisjordânia por Salam Fayyad se “estabilize”.

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