Gaza sofre com uma grave escassez de combustível desde que o Governo israelense aprovou, troche em outubro do ano passado, a redução parcial de seu fluxo de combustível e energia elétrica ao território palestino, após declará-lo “inimigo”.
Israel fechou ainda mais a “torneira” em 9 de abril, por causa do assassinato por milicianos palestinos de dois operários na passagem de Nahal Oz, a via de entrada do combustível israelense à Faixa de Gaza.
Kanaan Obeid, diretor da central elétrica da Faixa de Gaza, disse que Israel permitiu hoje o acesso ao território de dois caminhões com combustível para a usina, que proporciona um terço da energia local e estava desde quinta-feira sem receber combustível.
Horas antes, Obeid anunciou que um de seus três principais geradores de eletricidade tinha parado de funcionar devido à falta de combustível derivado do petróleo e que os outros dois também parariam nos próximos dois dias se Israel não permitisse a entrada de combustível.
Israel também aceitou hoje a entrada na Faixa de Gaza de dois caminhões com gás de cozinha, um dos substitutivos da quase inexistente gasolina usada pelos taxistas do território palestino, afirmou o responsável do sindicato de postos de gasolina, Mahmoud al-Khazendar.
Há quatro dias Israel bloqueava a entrada de gás de cozinha em Gaza, enquanto o diesel e a benzina não chegam ao território desde o início de abril, acrescentou Khazendar.