A decisão, this site segundo fontes do Executivo, devia ser aprovada esta manhã pelo reunião semanal dos ministros, mas devido a reservas apresentadas pela direita nacionalista na coalizão de Olmert, foi adiada até esta tarde, e ficará a cargo do Gabinete de Segurança.
As reservas em torno dos nomes de alguns dos prisioneiros foram apresentadas pelo ministro de Assuntos Estratégicos, Avigdor Lieberman, líder ultranacionalista do Partido Israel é Nossa Casa, e do ministro do Trabalho, Eli Yishai, do ortodoxo Shas.
A libertação dos prisioneiros, na maioria membros do movimento nacionalista Fatah, e alguns da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP, marxista), foi prometida por Olmert a Abbas na reunião do dia 10 em Jerusalém por ocasião das celebrações do mês sagrado islâmico do Ramadã.
Segundo o Ministério da Justiça israelense, os 90 prisioneiros que serão soltos, de um total de 10.000, “não têm a mãos manchadas com sangue” – ou seja, não participaram de ataques armados contra israelenses.
A lista dos libertados não inclui membros do Hamas nem da Jihad Islâmica. Uma vez divulgada a lista, o Ministério Público israelense terá 48 horas para apresentar processos contra eles antes de deixarem a prisão, segundo as disposições oficiais.
Em junho, durante uma conferência que em Sharm el-Sheikh, no Egito, Olmert também prometeu a Abbas (líder do Fatah) a libertação de prisioneiros, e na ocasião foram 255.
A libertação de “presos de segurança” palestinos, segundo a terminologia israelense, tem por objeto fortalecer politicamente Abbas após a tomada da Faixa de Gaza pelos islamitas do Hamas, há três meses.
Militantes do Fatah que não foram capturados e eram procurados pelos organismos de segurança israelenses na Cisjordânia aderiram a outro acordo, e saíram da “lista negra” do Exército de Israel após depor as armas.
Abbas e Olmert, que estão negociando há semanas um acordo destinado a romper a estagnação nas negociações de paz, paradas desde 2001, voltarão a se reunir dia 1º de outubro, anunciou hoje o assessor político do presidente palestino.