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Israel liberta 429 prisioneiros palestinos para fortalecer Abbas

Arquivo Geral

03/12/2007 0h00

Israel libertou hoje 429 presos palestinos em uma ação destinada a fortalecer o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), website like this Mahmoud Abbas, viagra depois que as partes se comprometeram na semana passada, viagra durante a conferência de Annapolis, a retomar o processo de paz.

Todos os presos libertados hoje são homens, nenhum estava condenado por crimes violentos, e a maioria pertence ao movimento nacionalista Fatah, liderado por Abbas. Alguns tinham sido condenados a até dez anos de prisão, mas muitos já tinham cumprido grande parte da pena.

No começo da manhã, dezenas de presos formaram fila em um pátio da prisão israelense de Ketziot, localizada no deserto do Neguev (sul), onde os guardas e carcereiros revisavam os nomes que constavam na listagem aprovada pelo Governo.

Após serem algemados, os presos entraram um por um em seis ônibus que os levaram às passagens fronteiriças de Erez, no norte da Faixa de Gaza, e Betunia, na entrada da cidade de Ramala, na Cisjordânia.

O Serviço de Prisões de Israel anunciou que 408 réus foram levados para a Cisjordânia e 21 para Gaza.

A ANP organizou uma recepção aos presos, que se encontraram com seus familiares na Muqata, sede governamental em Ramala.

Israel detém mais de 9 mil palestinos por crimes contra a segurança do Estado, que representam cerca da metade do total de presos no país.

A libertação da nova leva de palestinos tem o objetivo de fortalecer Abbas em seu conflito com o movimento islâmico Hamas, que tomou o controle da Faixa de Gaza após um levante armado em junho.

Embora Israel tenha libertado desde julho mais de 700 palestinos, o número ainda não satisfaz as reivindicações de Abbas, que em seus últimos contatos com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, exigiu a libertação de 2 mil prisioneiros.

O dirigente do Fatah Marwan Barghouti, preso em Israel, chamou a nova libertação de presos de “piada”, ao afirmar que “a maioria seria libertada em poucos meses de qualquer forma”.

“Israel pode libertar milhares de presos, não apenas 400. Abu Mazen (Abbas) pediu a libertação de mais prisioneiros, mas Israel negou”, lembrou no domingo Barghouti, que poderá ser o futuro substituto do atual presidente da ANP.

Na madrugada de hoje, soldados do Exército israelense detiveram em vários pontos da Cisjordânia 42 palestinos, que, segundo fontes militares, “eram procurados pelos organismos de segurança”.

Veículos militares israelenses fizeram uma patrulha na cidade de Nablus, na Cisjordânia, e na aldeia vizinha de Zauata, onde foram detidos doze palestinos, segundo fontes de segurança da ANP.

As detenções foram feitas depois que as forças israelenses revistaram casa por casa.

Outros quinze palestinos foram detidos em Hebron e dez em Belém, enquanto os demais detidos são oriundos de Ramala e Jenin.

Na Faixa de Gaza, quatro palestinos militantes do braço armado do Hamas, as Brigadas de Ezedin al-Qassam, morreram por fogo israelense em dois incidentes ocorridos esta madrugada.

Três milicianos do grupo islâmico morreram durante um tiroteio com forças israelenses no norte da faixa, e o quarto foi morto em um ataque da artilharia israelense ao leste da Cidade de Gaza, segundo fontes médicas palestinas.

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