Israel deflagrou uma nova onda de ataques contra o Irã na madrugada de 27 de março, visando locais no coração de Teerã utilizados para produzir mísseis balísticos e outras armas, além de lançadores e depósitos no oeste do país. A ação ocorreu logo antes de uma reunião a portas fechadas do Conselho de Segurança da ONU em Nova York, solicitada pela Rússia para discutir bombardeios a infraestruturas civis iranianas.
Em resposta, o Irã continuou a disparar mísseis e drones contra vizinhos árabes do Golfo, incluindo Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos. Sirenes de alerta soaram nessas nações, e o Kuwait reportou danos materiais no Porto de Shuwaikh, na capital, sem vítimas. Sirenes também foram ativadas em Israel para interceptar mísseis iranianos, e fumaça foi observada sobre Beirute, embora Israel não tenha confirmado ataques à capital libanesa.
Os Estados Unidos, que presidem o Conselho de Segurança, pressionam o Irã por negociações baseadas em uma proposta de cessar-fogo de 15 pontos, entregue via Paquistão como intermediário. A proposta inclui restrições ao programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz. O Irã rejeitou a oferta e apresentou contraproposta de cinco pontos, demandando reparações e reconhecimento de sua soberania sobre o estreito.
Ao mesmo tempo, os EUA ordenaram o envio de mais tropas à região e mobilizaram cerca de 2.500 fuzileiros navais e mil paraquedistas da 82ª Divisão Aerotransportada. O bloco árabe do Golfo informou que o Irã cobra portagens a navios para passagem segura pelo Estreito de Ormuz.
Economicamente, os preços do petróleo Brent subiram para US$ 107 por barril, um aumento de mais de 45% desde o início da guerra em 28 de fevereiro, ampliando temores de crise energética global devido ao controle iraniano sobre a via navegável.
Humanitariamente, o secretário-geral do Conselho Norueguês para os Refugiados, Jan Egeland, relatou danos a casas, hospitais e escolas em Teerã, com civis sofrendo o maior impacto da guerra.