O Exército israelense declarou “zona militar fechada” os povoados palestinos de Bilin e Nilin, onde semanalmente acontecem protestos contra o muro de separação israelense na Cisjordânia.
A medida, que vai vigorar até agosto, impede que, às sextas-feiras, quando acontecem as manifestações, israelenses, palestinos e estrangeiros que não sejam moradores tenham acesso aos dois lugares entre as 8h e as 20h, disse à Agência Efe uma porta-voz militar.
A decisão, aprovada há três semanas, se aplica à área entre os povoados e o muro israelense, motivo dos protestos.
O objetivo do isolamento é “impedir que aqueles que incitam os distúrbios consigam ter acesso à região”, destacou o Exército.
“A cada semana, são registrados distúrbios violentos e ilegais, durante os quais membros das forças de segurança acabam feridos e a cerca de segurança e a propriedade pública são danificados”, acrescentou a porta-voz.
Bilin e Nilin viraram símbolos da resistência palestina contra a barreira israelense, que, na maior parte de seu traçado, é um alambrado. Porém, em sua passagem pelos núcleos urbanos, vira um muro de concreto de até oito metros de altura.
Há cinco anos, ambas as localidades promovem manifestações semanais contra o muro, que corta suas terras em benefício de colônias judaicas próximas.