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Israel intensifica cerco a Gaza e aumenta ataques a áreas povoadas

Arquivo Geral

14/01/2009 0h00

O Exército israelense intensificou hoje seu cerco à capital de Gaza e aumentou seus ataques com bombardeios aéreos e rápidas incursões terrestres em áreas povoadas, price enquanto o balanço de vítimas mortais na ofensiva se aproximava de mil.

Forças terrestres israelenses apoiadas por tanques realizaram incursões nos bairros de Tal el-Hawa e Sheikh Ejlin, no sul da cidade, e depois recuaram, enquanto o subúrbio de Al-Atatra, mais ao norte, também era alvo de operações.

O norte e o sul da Faixa também foram alvos dos bombardeios israelenses, que, ao longo do 18º dia da ofensiva, atingiram casas e áreas desertas, a partir de onde os grupos armados palestinos lançam foguetes.

Desde que os ataques tiveram início, em 27 de dezembro, pelo menos 971 palestinos morreram e outros 4.500 ficaram feridos, de acordo com uma estimativa divulgada hoje pelo Ministério da Saúde do Hamas em Gaza.

A metade das vítimas mortais são civis e cerca de um terço – 311 – são crianças, explica o ministério.

Dezenas de casas foram destruídas, e vários tanques e veículos armados fizeram incursões relâmpago, afirmam testemunhas.

Hoje, 19 palestinos morreram em decorrência dessas ações, entre eles duas crianças, em um bombardeio que atingiu uma casa ao leste do campo de refugiados de Jabalia, no norte da Faixa, segundo o responsável do serviço de emergências em Gaza, Muawiya Hassanein.

Durante as breves incursões, milicianos palestinos foram ao encontro das tropas israelenses, com os quais travaram combates.

“O objetivo de enviar tanques às áreas povoadas é atrair os milicianos a confrontos armados e tentar esgotar a resistência armada”, explicou um morador à rádio da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP).

Outras testemunhas afirmaram que os ataques de hoje foram os confrontos armados terrestres mais violentos registrados na Faixa desde que, no dia 3, Israel deu início à segunda fase da operação militar em Gaza.

A tática do Exército israelense é estreitar o círculo em torno da Cidade de Gaza com bombardeios de tanques e pequenas incursões em áreas povoadas, onde ocorre a maior parte dos choques com milicianos palestinos.

Hoje, Israel atacou mais de 50 alvos na Faixa, entre eles 30 túneis no sul de Gaza, assim como plataformas de lançamento de foguetes, informaram porta-vozes militares israelenses.

As milícias palestinas atiraram durante o dia pelo menos 15 foguetes contra Israel, que não provocaram danos importantes, segundo as fontes.

Desde o início da ofensiva, o balanço de vítimas mortais israelenses chega a 13, sendo dez delas militares, enquanto os feridos passam de 200.

Também nesta terça-feira, seis soldados israelenses ficaram feridos, um deles gravemente, durante os choques que ocorrem em Gaza, segundo uma porta-voz do Exército de Israel.

Nesta manhã, o Exército israelense fez uma trégua humanitária, como vem acontecendo nos últimos dias, para permitir à população fazer provisões e receber assistência.

No começo da noite (hora local), as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, braço armado do Fatah, afirmaram em comunicado que um de seus terroristas suicidas matou vários soldados israelenses na Faixa, informação negada pelo Exército de Israel.

Enquanto o Exército israelense parece estar se aproximando do fim de sua operação em Gaza, um dos principais obstáculos com o qual se depara o Egito -o principal mediador nas tentativas para obter um cessar-fogo- é que as partes não negociam diretamente.

O chefe do Estado-Maior para a Defesa de Israel, Gabi Ashkenazi, advertiu hoje no Comitê de Defesa e Assuntos Exteriores do Parlamento israelense (Knesset) que “ainda há muito a fazer” em Gaza.

O ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, assegurou hoje que já há uma tentativa de fixar uma data para o cessar-fogo entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza.

Moratinos fez hoje estas declarações depois de se reunir em Tel Aviv com a ministra das Relações Exteriores israelense, Tzipi Livni, no marco de sua viagem pelo Oriente Médio que já o levou ao Egito e à Síria.

Na Cisjordânia, dois palestinos morreram em diferentes incidentes.

Um foi morto em um posto de controle militar após tentar tomar a arma de um soldado, enquanto outro morreu por disparos de um colono contra cujo carro tinha atirado pedras, segundo fontes médicas e de segurança.

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