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Mundo

Israel impõe novo embargo de energia elétrica à Faixa de Gaza

Arquivo Geral

07/02/2008 0h00

O governo de Israel impôs hoje novos cortes de energia elétrica à Faixa de Gaza como forma de pressionar a população civil e forçar os grupos palestinos armados a pararem os ataques de foguetes artesanais contra Israel.

A nova redução será de 5% dos 120 megawatts que Israel vende diretamente à faixa e acontece pouco depois de a Corte Suprema israelense rejeitar um pedido de dez organizações de direitos humanos israelenses e palestinas contra os cortes de eletricidade.

Issam Yunis, ambulance diretor do centro de direitos humanos de Gaza Al-Mezan, disse que os cortes afetarão as três companhias que fornecem energia elétrica a Gaza e se prolongarão pelas próximas três semanas.

A única central elétrica de Gaza produz 80 megawatts em capacidade máxima, mas um bombardeio israelense causou danos à usina em 2006 e reduziu sua capacidade a 50 megawatts, quantidade reduzida ainda mais após os cortes no fornecimento de combustível.

Esses últimos acontecimentos obrigaram a central a produzir atualmente menos de 40 megawatts.

Israel também diminuiu o fornecimento de combustível a Gaza em resposta à chuva de foguetes disparados daquele território por grupos palestinos armados contra o solo israelense.

A ONG Human Rights Watch (HRW) condenou hoje as medidas israelenses qualificadas por ela como “castigo coletivo à população civil, violando as obrigações de Israel segundo a legislação de guerra”.

Em um comunicado à imprensa, a HRW afirma que as novas restrições “se somam a uma série de medidas israelenses impostas desde 2006 que já causaram 20% de carência no abastecimento de energia elétrica em Gaza”, região que demanda 240 megawatts no inverno.

“Israel utiliza as restrições de eletricidade e combustível a Gaza para pressionar os grupos palestinos armados a acabarem com os ataques de foguetes e suicidas, mas os cortes estão afetando seriamente os civis, violando um dos princípios fundamentais das leis de guerra”, disse Joe Stork, diretor da HRW no Oriente Médio.

A ONG também condenou o “lançamento indiscriminado de foguetes e realização de ataques suicidas palestinos contra civis israelenses”, algo que considera um “crime de guerra”.

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