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Israel e Irã intensificam ataques em escalada de crise no Oriente Médio

Novos bombardeios atingem infraestruturas de energia na região, gerando impactos nos mercados globais de petróleo e gás.

Redação Jornal de Brasília

20/03/2026 11h29

Foto: AFP

Foto: AFP

Israel e Irã trocaram novos ataques na sexta-feira (20), um dia após Teerã atingir uma refinaria de petróleo israelense. O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou Israel contra novos ataques a um campo de gás offshore iraniano compartilhado com o Catar.

Israel realizou um ataque contra Teerã, tendo como alvo a infraestrutura do regime terrorista iraniano, segundo os militares israelenses, sem fornecer detalhes. Em resposta, o Irã disparou diversos mísseis contra Israel, acionando sirenes de ataque aéreo em Tel Aviv, onde explosões de interceptores de defesa aérea foram ouvidas.

A guerra contra o Irã, iniciada com um ataque conjunto de EUA e Israel em 28 de fevereiro, já matou milhares de pessoas, principalmente no Irã e no Líbano, e se espalhou pelo Oriente Médio, afetando a economia global.

Os Emirados Árabes Unidos relataram uma ameaça de míssil no início da sexta-feira, coincidindo com o feriado de Eid al-Fitr, que marca o fim do Ramadã. No Kuweit, uma refinaria de petróleo foi atingida por um ataque de drones.

Os ataques ocorrem após dias de ofensivas iranianas contra infraestruturas regionais de energia, agitando os mercados globais. Na quinta-feira, os preços da energia subiram depois que o Irã respondeu a um ataque israelense a um importante campo de gás, atingindo a cidade industrial de Ras Laffan, no Catar, que processa cerca de um quinto do gás natural liquefeito mundial. Os danos nessa instalação levarão anos para serem reparados.

O principal porto da Arábia Saudita no Mar Vermelho, usado para desviar exportações e evitar o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, também foi atacado na quinta-feira.

Nesta sexta-feira, os preços do petróleo caíram após países ocidentais e o Japão se oferecerem para garantir a passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto dos suprimentos de petróleo mundial. Os EUA delinearam medidas para aumentar a produção de petróleo.

Os incidentes destacam a capacidade do Irã de retaliar à campanha israelense-americana e os limites das defesas aéreas para proteger ativos energéticos estratégicos no Golfo.

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