“O futuro dos assentamentos existentes será determinado em negociações para um status final entre Israel e os palestinos. Até então, a vida nessas comunidades deverá continuar com normalidade”, disse à Agência Efe Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Regev evitou especificar se essa “normalidade” inclui a continuidade das atividades de construção que Israel realiza nos assentamentos, e que justifica como resultado de seu “crescimento natural”.
“Israel cumprirá seu compromisso de não construir novos assentamentos e desmantelar os postos avançados não autorizados”, disse o porta-voz.
As declarações de Regev acontecem depois de a secretária de Estado americana, Hilary Clinton, dizer ontem que Obama “quer uma suspensão total dos assentamentos” e não só de “alguns assentamentos”.
Hillary rejeitou que a suspensão se limite “aos postos avançados” e descartou “exceções” que são justificadas com “o crescimento natural” das povoações de colonos.
“Acreditamos que o fim da expansão dos assentamentos é em interesse dos esforços (de paz) nos quais estamos envolvidos” disse Hillary, que advertiu: “vamos pressionar sobre esse ponto”.
A suspensão do crescimento das colônias em território palestino é uma dos pedidos que Abbas fará hoje a Obama como passo imprescindível para avançar em direção a um acordo de paz.