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Israel diz que foguetes foram disparados da Síria pela 1ª vez desde queda de Assad

A mídia estatal da Síria informou que Israel bombardeou a zona rural ocidental de uma de suas províncias após o lançamento do foguete

Redação Jornal de Brasília

03/06/2025 22h11

syria conflict

Combatente afiliado à nova administração da Síria na cidade costeira ocidental de Latakia, na Síria, em 26 de dezembro de 2024. As novas autoridades da Síria lançaram uma operação em um reduto do presidente deposto Bashar al-Assad em 26 de dezembro, com um monitor de guerra dizendo que três homens armados afiliados ao antigo governo foram mortos, um dia após protestos furiosos irromperem em várias áreas da Síria por causa de um vídeo mostrando um ataque a um santuário alauíta que circulou online. (Foto de Aaref WATAD / AFP)

Damasco, 03 – O exército israelense disse que dois foguetes foram disparados da Síria para áreas abertas nas Colinas de Golã, controladas por Israel, nesta terça-feira, 3, marcando a primeira vez que um ataque foi lançado a partir do território sírio desde a queda do ex-presidente Bashar al-Assad, em dezembro.

A mídia estatal da Síria informou que Israel bombardeou a zona rural ocidental de uma de suas províncias após o lançamento do foguete. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, um monitor de guerra com sede no Reino Unido, também relatou ataques aéreos israelenses que causaram “explosões violentas” ao redor da cidade de Quneitra e na zona rural de Daraa.

Um grupo que se autodenomina Brigadas Mohammed Deif – nome de um líder militar do Hamas morto por Israel em Gaza no ano passado – reivindicou o ataque em uma publicação no Telegram. O grupo apareceu pela primeira vez na mídia social alguns dias antes.

“Até agora, é apenas um canal do Telegram. Não se sabe se é um grupo real”, disse Ahmed Aba Zeid, um pesquisador sírio que estuda facções armadas no sul da Síria.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse em um comunicado que o país considera “o presidente sírio diretamente responsável por todas as ameaças e disparos” e alertou sobre uma “resposta completa” a ser dada “o mais rápido possível”.

“Afirmamos que a Síria não representa e não representará uma ameaça a nenhuma parte da região”, respondeu um comunicado do ministério das Relações Exteriores sírio.

Estadão Conteúdo

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