“Todos falam de ocupação, assentamentos, colonos… Devem parar de repetir slogans”, declarou ao jornal “Jerusalem Post” o novo chefe da diplomacia israelense.
Segundo ele, desta forma a comunidade internacional “não ajuda” a resolver o conflito do Oriente Médio.
“Paz por terra” e “dois Estados para dois povos” figuram entre os slogans que, segundo Lieberman, dos quais a comunidade internacional deveria se abster, por abordarem o conflito palestino-israelense de maneira “muito simplista”.
“É impossível impor artificialmente uma solução política. Fracassaria, seguramente. Um processo de paz não pode partir do nada. Antes é preciso criar as condições”, afirmou.
Lieberman disse que “Israel já mostrou suas boas intenções de paz”, e reiterou a postura do Governo liderado pelo conservador Benjamin Netanyahu de que “a economia, a segurança e a estabilidade” devem preceder um acordo político com os palestinos.
Integrado por partidos conservadores e nacionalista de direita -mas também pelo partido Trabalhista, de esquerda-, o novo Governo israelense não inclui em seu discurso público a possibilidade de resolver com a criação de um Estado palestino o conflito do Oriente Médio, como pede a comunidade internacional.