A Polícia israelense declarou hoje estado de alerta por temer que ataques sejam cometidos às vésperas da conferência de paz de Annapolis (Maryland, approved Estados Unidos), ed enquanto na Faixa de Gaza e na Cisjordânia foram registrados choques entre as duas partes, no rx que deixaram três palestinos mortos.
O chefe da Seção de Operações da Polícia israelense, Berti Ohayon, mandou elevar o nível de alerta, principalmente nas zonas fronteiriças com os territórios ocupados e em torno de Jerusalém.
Os serviços de segurança israelenses afirmam ter recebido várias ameaças concretas de atentados e outras de caráter geral.
Em entrevista coletiva, os representantes das facções armadas palestinas anunciaram em Gaza que intensificarão seus ataques contra Israel antes da conferência de Annapolis.
Dois relatórios dos serviços secretos chegaram em Jerusalém hoje indicando que dois supostos terroristas suicidas estariam tentando entrar na cidade.
As forças de segurança israelenses estabeleceram postos de controle ao norte de Jerusalém na estrada que liga a Tel Aviv, ao mesmo tempo que foram mobilizadas ambulâncias e os serviços de resgate e helicópteros sobrevoavam a região.
O alerta ocorre às vésperas do início da conferência de paz para o Oriente Médio, em Annapolis (Maryland), na terça-feira, na qual Washington deseja relançar o processo de paz entre palestinos e israelenses, estagnado há sete anos.
Hoje, três militantes palestinos morreram e sete ficaram feridos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia em confrontos armados com tropas israelenses, e mais de 35 pessoas foram detidas em território cisjordaniano, segundo fontes médicas e testemunhas.
Além disso, três agentes da Força Executiva, ligada ao grupo radical Hamas, que controla a Faixa de Gaza, ficaram feridos quando o Exército israelense disparou um míssil contra o norte da Faixa, em resposta ao lançamento de um foguete de fabricação caseira contra o país.
“Matar, ferir e deter palestinos: essa é a recompensa israelense aos palestinos antes de Annapolis”, disse à imprensa Mohammed al-Hindi, um dos dirigentes do grupo extremista palestino Jihad Islâmica.
“Em vez de assistir a conferências conjuntas de fracasso e concessões, o povo palestino deve se unir sob a bandeira da resistência contra a ocupação sionista”, afirmou Hindi em entrevista coletiva.