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Mundo

Israel aumentará supervisão na Cisjordânia com pausa em construção

Arquivo Geral

29/11/2009 0h00

O Ministério da Defesa de Israel anunciou hoje que triplicará o número de supervisores da edificação na Cisjordânia para vigiar que está sendo aplicada a moratória de dez meses na construção de casas nas colônias judaicas.

O número de supervisores passará dos atuais 14 a 40 por ocasião da moratória, anunciada na quinta-feira pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e que os palestinos consideram insuficiente, porque não inclui os assentamentos em Jerusalém Oriental, a edificação pública e os edifícios atualmente em construção.

Os supervisores dependem da Administração Civil, a autoridade militar israelense encarregada dos assuntos civis nos territórios palestinos ocupados.

A Administração Civil começou ontem a distribuir ordens aos chefes dos conselhos locais na Cisjordânia com o fim na emissão de permissões de construção nos assentamentos.

A moratória concentrou os discursos dos ministros antes da reunião do gabinete governamental de hoje.

O ministro do Meio Ambiente, Gilad Erdan, do partido direitista Likud – de Netanyahu -, disse que a moratória é “extremista” e “pode representar uma grave violação dos direitos humanos”.

O vice-primeiro-ministro Silvan Shalom, também integrante do Likud, a qualificou de “desnecessária” e advertiu que só levará a que “os palestinos peçam mais e mais concessões” a Israel.

Onze dos 30 ministros da coalizão governamental se manifestaram contra a moratória, segundo uma apuração do jornal “The Jerusalem Post”.

Várias destas críticas vêm do próprio Likud, 200 de cujos militantes de base participaram ontem em reunião onde foram ouvidas duras críticas à medida e ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por ter pressionado para que pare a ampliação das colônias judaicas na Cisjordânia.

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