Atualizada às 10h57
Guerrilheiros do Hizbollah capturaram dois soldados israelenses e mataram outros sete em ataques nos dois lados da fronteira libanesa hoje, information pills physician inflamando ainda mais a tensão regional.
O primeiro-ministro de Israel, visit story Ehud Olmert, descreveu os ataques como um "ato de guerra" do Líbano e prometeu que o governo desse país arcará com as conseqüências das investidas.
Dois civis libaneses morreram e cinco pessoas ficaram feridas em ataques aéreos israelenses retaliatórios, depois que o Hizbollah anunciou ter capturado os israelenses.
Forças terrestres israelenses entraram no Líbano em busca dos soldados capturados, informou a Rádio Israel. Mas o Hizbollah e as autoridades libanesas disseram que não houve uma incursão de larga escala.
Além disso, o Estado judaico começou a convocar reservistas do país, dando indícios de uma campanha em larga escala. Segundo o Canal 10 da TV israelense, uma divisão de infantaria da reserva havia sido mobilizada a fim de ser enviada para a fronteira com o Líbano.
Forças israelenses, atacadas frequentemente pelo Hizbollah, saíram do sul do Líbano em 2000, depois de 22 anos de ocupação.
Israel já lançou uma grande ofensiva militar na Faixa de Gaza na semana passada, depois de militantes palestinos terem capturado um soldado no dia 25 de junho, em uma operação da qual participaram também integrantes do Hamas.
"Cumprindo sua promessa de libertar prisioneiros (árabes), a Resistência Islâmica capturou dois soldados israelenses na fronteira com a Palestina ocupada", disse o Hizbollah em comunicado. "Os dois cativos foram transferidos para um lugar seguro", disse, sem dizer qual era o estado dos soldados.
Uma importante fonte política libanesa disse que o Hizbollah está pronto para discutir a troca de prisioneiros mantidos em Israel com os dois soldados capturados. Um porta-voz do grupo recusou-se a comentar a notícia.
O Hizbollah também afirmou ter destruído um tanque israelense que entrou no Líbano, ferindo sua tripulação.
Olmert ameaçou adotar medidas "muito dolorosas e bastante amplas" em resposta às ações.
"Esse é um ato de guerra realizado pelo Estado do Líbano contra o Estado de Israel em seu território soberano", disse Olmert em uma entrevista coletiva concedida ao lado do primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, que visita a região.
"O governo libanês, do qual o Hizbollah faz parte, tenta abalar a estabilidade regional. O Líbano é o responsável e o Líbano arcará com as conseqüências de suas ações."
Olmert convocou uma sessão especial do gabinete de governo para as 19h (13h em Brasília).
"Já estamos respondendo com bastante força. O gabinete irá se reunir à noite para decidir sobre novas medidas militares a serem adotadas pelas Forças de Defesa de Israel" , afirmou. "Esses são dias difíceis para Israel e para seus cidadãos", disse Olmert horas antes a repórteres.
"Esses são elementos, no norte e no sul, que ameaçam nossa estabilidade e tentam testar nossa determinação. Eles fracassarão e pagarão um alto preço por suas ações".
O premiê também fez uma ameaça velada contra a Síria, onde vive a liderança exilada do Hamas.
"A Síria provou ser um governo do terror. Precisamos nos preparar de forma adequada para lidar com o comportamento do governo sírio", disse.