Pelo menos sete dirigentes do grupo Irmãos Muçulmanos – que tem grande influência religiosa na sociedade e na política egípcia – foram detidos nesta sexta-feira no Cairo, horas antes dos protestos políticos convocados para depois das orações do meio-dia, confirmaram à Agência Efe fontes do movimento.
As detenções ocorreram na sede da organização política, que mesmo sendo considerada ilegal é de certa forma tolerada pelo regime de Hosni Mubarak, no poder desde 1981.
As fontes não descartaram que possam ter acontecido outras detenções em domicílios particulares e em outros escritórios do movimento.
A organização Irmãos Muçulmanos é uma das que apoiam os protestos públicos que eclodiram na última terça-feira no Egito contra o regime de Mubarak.
Espera-se que hoje, dia festivo no mundo árabe, as manifestações convocadas tenham as mesmas proporções.
Até o momento, os protestos deixaram sete mortos, dezenas de feridos e centenas de detidos.
Apesar de terem sido avisados de que seriam detidos se participassem das manifestações, membros da Irmãos Muçulmanos se infiltraram entre os manifestantes, segundo o Ministério do Interior egípcio.