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Irmão de chefe do Shin Bet israelense é acusado de ‘ajudar inimigo’ durante a guerra em Gaza

No momento dos fatos pelo qual é indiciado, Zini, reservista, comandava uma equipe de engenharia civil em Gaza. Seu irmão, o general David Zini, assumiu o comando do Shin Bet em outubro de 2025

Redação Jornal de Brasília

05/02/2026 10h42

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Foto por JACK GUEZ / AFP

O irmão do diretor da agência de segurança interna israelense (Shin Bet) foi indiciado nesta quinta-feira (5) por “ajuda ao inimigo em tempo da guerra” no âmbito de um amplo caso de contrabando de mercadorias com destino à Faixa de Gaza, anunciou a Promotoria.

Segundo a acusação, Betzalel Zini e outros dois suspeitos são processados pelos crimes de contrabando “organizado, sistemático e sofisticado de mercadorias” para o território palestino desde junho de 2025, em meio à guerra entre Israel e o movimento islamista Hamas.

Os três homens são suspeitos de introduzir mercadorias como caixas de cigarros, celulares, painéis solares e peças de reposição para veículos, “enganando os soldados nas passagens para (a Faixa de Gaza) e apresentando-se falsamente como ingressando no âmbito de seu serviço militar por razões de segurança”.

No momento dos fatos pelo qual é indiciado, Zini, reservista, comandava uma equipe de engenharia civil em Gaza. Seu irmão, o general David Zini, assumiu o comando do Shin Bet em outubro de 2025.

Betzalel Zini e outros acusados estavam “cientes da possibilidade de que as mercadorias proibidas chegassem ao Hamas e a seus membros, e da forte probabilidade de que isso ajudaria o inimigo em sua guerra contra Israel”.

Doze pessoas e uma empresa já foram denunciadas neste caso.

AFP

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