A data foi anunciada após uma reunião do Conselho Presidencial, formado pelo presidente do país, o curdo Jalal Talabani, e pelos dois vice-presidentes, o sunita Tareq al-Hashemi e o xiita Adel Abdel Mahdi, com uma delegação do Conselho Supremo Eleitoral e da missão da ONU no Iraque.
Este anúncio acontece um dia depois de Hashemi garantir que não vetaria a lei eleitoral que regerá as eleições gerais de 2010, depois que o Parlamento apresentou uma emenda à mesma na noite anterior, pela terceira vez, após semanas de debates.
“A nova lei eleitoral, que foi aprovada por unanimidade, reconhece os direitos das minorias e dos expatriados”, disse, em comunicado, Hashemi, que antes de dar seu beneplácito à lei forçou a introdução de várias emendas.
O Parlamento iraquiano decidiu na meia-noite de domingo aprovar uma nova reforma da norma eleitoral para aumentar as cadeiras da Câmara das 275 atuais para 325, e não para 323, como estipulava uma modificação anterior da lei.
Esta proposta, que permitirá aumentar a representação das minorias e dos expatriados, como pedia Hashemi, faz parte de uma iniciativa da missão da ONU no Iraque, à qual o vice-presidente se mostrou favorável, para tentar resolver a crise eleitoral.
Tinha sido pedido à Comissão Eleitoral que convocasse o pleito para fevereiro de 2010, em vez de 21 de janeiro, como estava previsto.