O porta-voz do Governo, Ali al Dabbagh, explicou em nota que decidiu contratar 80% dos membros dos Sahwa nas instituições governamentais e ministérios, enquanto os outros 20% serão incorporados à Polícia.
Al Dabbagh afirmou ainda que todos os milicianos receberão seus salários nas corporações pelas quais forem contratados.
O anúncio foi feito 12 dias após o Governo iraquiano assumir o controle total dos Conselhos de Salvação, transferido pelo Exército dos Estados Unidos, que os financiava e supervisionava até então.
No entanto, as últimas semanas tiveram momentos de tensão entre essas milícias e as autoridades iraquianas, depois que tropas iraquianas e americanas prenderam, em 28 de março, Adil Mashahadani, um comandante local dos Conselhos de Salvação no centro de Bagdá.
A prisão dele desencadeou uma série de confrontos no bairro de Al Fadl, na capital iraquiana, entre os soldados e milicianos e simpatizantes de Mashahadani, que terminaram com três mortos e dez feridos.
Pouco após esses choques no centro da capital -os mais graves desde a criação dos Conselhos em setembro de 2006- dez soldados dessa força paramilitar foram detidos, acusados de atividades terroristas.
O primeiro Conselho de Salvação nasceu na província ocidental de Al-Anbar, reduto sunita, e fez parte da estratégia dos EUA para combater a crescente presença do ramo iraquiano da Al Qaeda.
Após o sucesso inicial da iniciativa, ela se foi estendendo a outras regiões do país, até criar uma força paramilitar com cerca de 100 mil soldados.