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Iraque executa "Ali, o Químico"

Arquivo Geral

25/01/2010 0h00

 


A Justiça iraquiana executou hoje o ex-ministro da Defesa Ali Hassan al-Majeed, mais conhecido como “Ali, o Químico” e condenado a quatro penas de morte em diferentes julgamentos, informou hoje a TV iraquiana.


O porta-voz do Governo nacional, Ali al-Dabbagh, disse à emissora “Al-Iraquiya” que a execução aconteceu hoje. No entanto, não especificou qual método foi utilizado.


A emissora, no entanto, explicou que “Ali, o Químico” morreu enforcado, com o mesmo método aplicado contra Saddam Hussein em 30 de dezembro de 2006.


A fonte destacou que as autoridades possuem o testamento do condenado, o qual determina seu corpo seja entregue à sua família, decisão que será cumprida.


“Cumprimento as famílias das vítimas dos crimes cometidos por al-Majeed”, disse o porta-voz do Governo. “Têm que ser otimistas no futuro porque a Justiça de Alá está sendo cumprida”, acrescentou.


A última condenação à morte recebida por “Ali, o Químico” foi proferida em 17 de janeiro passado em um julgamento por ter ordenado em 1988 um ataque com gás venenoso contra os curdos, na localidade de Halabja, no qual morreram 5 mil pessoas.


Os feridos no ataque afirmaram que a aldeia foi atacada com armas químicas e identificaram “Ali, o Químico” como o principal culpado, pois era o responsável pelo Escritório de Organização do Norte do extinto partido Baath.


Nessa mesma ocasião foram condenados o ex-ministro da Defesa Sultan Hasheem, que recebeu uma condenação de 15 anos de prisão, a mesma pena que o então chefe do órgão de inteligência iraquiana, Ali Sader al-Douri.


O responsável dos serviços de inteligência da região, Farhan Motlak, foi por sua vez condenado a 10 anos de prisão.


O porta-voz do Governo disse que, com relação a essas penas, “as medidas legais estão sendo tomadas e a Justiça segue seu curso”.


As declarações de al-Dabbagh foram acompanhadas pelo canal de televisão com imagens de valas comuns e das brutais torturas aplicadas durante o regime de Saddam Hussein.


“Ali, o Químico” já tinha sido condenado à morte em três ocasiões anteriores. Em 2 de março do ano passado, o Tribunal Penal Supremo o condenou à pena capital pelo assassinato de dúzias de xiitas, em fevereiro do 1999.


Também recebeu a mesma condenação pelo genocídio de curdos em Anfal em 1988 e pela repressão da rebelião xiita em áreas do sul do Iraque em 1991.


Nascido em 1941 em Tikrit (Iraque), mesma cidade natal de Saddam Hussein, “Ali, o Químico” era considerado o mais brutal representante do regime de Saddam, com quem tinha notórias semelhanças físicas. Ministro da Defesa e do Interior, “Ali, o Químico” cresceu politicamente graças ao apoio de Saddam.

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