O Iraque enfrenta uma crise humanitária por causa dos mais de 2, no rx 4 milhões de deslocados internos e os 2 milhões de cidadãos refugiados principalmente na Síria e Jordânia, pills denunciou hoje a Organização Internacional de Migrações (OIM).
A entidade, remedy após revisar os números de deslocados iraquianos em 2007, concluiu que, apesar de que a violência tenha diminuído, a situação é extremamente preocupante.
O porta-voz da OIM, Jean-Philip Chauzy, explicou hoje em Genebra que em 2007 o número de deslocados caiu em relação a 2006, ano no qual foi registrado a maior número por causa do atentado registrado em fevereiro na mesquita de Al Askari, em Samarra, no norte de Bagdá.
Chauzy destacou que, segundo uma pesquisa da OIM, 31% dos deslocados afirmam que em seu retorno suas propriedades estão ocupadas, “o que significa que há um problema de propriedade que vai ter de ser resolvido rapidamente”.
A OIM informou que apenas 22% dos refugiados têm acesso regular à comida o que junto às inadequadas condições de moradia causam problemas de saúde crônicos e desnutrição entre as mulheres, as crianças e os idosos.
A organização assinala também a deterioração da assistência sanitária no Iraque durante o ano passado devido ao êxodo de profissionais qualificados, à falta de remédios e a destruição das infra-estruturas.
Esta situação provocou um aumento dos partos não assistidos, de abortos e de iraquianos com graves problemas psicológicos.
Segundo os dados da OIM, 65% dos deslocados internos provêm da região de Bagdá, 19% de Diyala, 4% de Anbar, 4% de Ninawa, e 3% de Salah Al-Din.
Mais de 60% afirmou que fugiu por ameaças diretas contra suas vidas.
A OIM anunciou que continuará com suas campanhas no Iraque, mas alertou que só obteve 25% dos US$ 85 milhões orçados para colocá-las em andamento.