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Mundo

Iraque diz que conseguiu <i>dar volta por cima</i> na luta contra a insurgência

Arquivo Geral

13/06/2008 0h00

O ministro de Exteriores do Iraque, shop Hoshyar Zebari, assegurou hoje que seu Governo e seus aliados internacionais conseguiram “dar a volta por cima” na luta contra a violência, após cinco anos de conflito.


Zebari ressaltou os lucros em matéria de segurança alcançados por seu país em reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas na qual se revisou o mandato da força multinacional no Iraque (MNF).


“Nosso país conseguiu recuperar após se encontrar à beira da guerra civil e todas as comunidades do povo iraquiano respaldaram iniciativas para proteger a população civil e seus bens”, disse.


O ministro destacou o crescente poder das Forças de Segurança iraquianas que somam 600.000 soldados e são as responsáveis por proporcionar segurança à metade das 18 províncias do país.


“Há pouco tempo atingimos o quinto aniversário da transição à democracia no Iraque e, apesar de enfrentar grandes dificuldades, conseguimos um progresso elogiável em matéria de segurança, economia e política”, destacou.


Ao mesmo tempo, advertiu que o Exército e a Polícia iraquiana ainda não contam com a capacidade de proporcionar por si sós segurança a todo o país, por isso que continua sendo necessária a presença de tropas estrangeiras.


O responsável de Exteriores iraquiano assinalou que seu país negocia com Washington para acertar o marco legal sob o qual permanecerão as tropas americanas em seu país, depois que expirar o mandato da MNF, em dezembro de 2008.


Zebari também solicitou a colaboração do Conselho para encontrar algum tipo de fórmula que alivie a carga de dívidas herdadas do regime de Saddam Hussein, porque representam um impedimento ao desenvolvimento do país.


O primeiro-ministro Nouri al-Maliki se manifestou contrário às informações do ministro.


Zebari matizou a declaração formulada pelo chefe do Executivo iraquiano em Amã que as conversas “estão em ponto morto”, devido às tentativas de Washington de “atropelar a soberania iraquiana”.


O embaixador dos EUA na ONU, Zalmay Khalilzad, que tomou a palavra em nome de 30 países da MNF, concordou no destaque das conquistas em matéria de segurança, apesar das “ameaças” ainda enfrentadas pelo povo iraquiano.


O diplomata americano advertiu que os atentados com terroristas suicidas ainda representam uma ameaça e ameaçou Irã e Síria a colocar um fim às atividades em seu território que fomentam a violência no vizinho Iraque.


 

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