O Congresso Nacional aprovou na noite de hoje o envio de avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e de destacamento de fuzileiros navais à República do Haiti para retirar brasileiros residentes naquele país.
A missão destacada também deverá evacuar cidadãos de países vizinhos ao Brasil, health information pills além de proteger as instalações diplomáticas brasileiras na capital da nação caribenha, abortion Porto Príncipe, em razão do "agravamento do conflito civil no território haitiano", segundo diz o texto do projeto aprovado no Congresso.
O projeto entrou na pauta da Comissão de Relações Exteriores do Senado em setembro do ano passado.
O Brasil comanda as tropas da missão de paz da Organização das Nações Unidas no país desde 2004, quando uma revolta popular derrubou o então presidente Jean Bertrand Aristide. Em fevereiro deste ano, o Haiti elegeu René Preval como novo presidente da República, após quase dois anos sem um comando escolhido pelas vias democráticas.
A eleição direta estava entre as exigências do Conselho de Segurança da ONU para autorizar a ida e a permanência de uma força militar no Haiti de modo a auxiliar o processo de paz.
No Senado, onde o envio da missão foi aprovado em caráter definitivo na noite passada, a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, crítica constante da estratégia militar no Haiti, alertou para a má gestão das forças brasileiras naquele país.
O Ministério da Defesa foi procurado, mas a assessoria de imprensa da pasta não estava disponível para comentar o assunto.
Os líderes do Grupo dos Oito (G8) devem fazer apenas comentários leves sobre suas diferenças a respeito da segurança no suprimento internacional de combustíveis durante uma cúpula marcada para começar na Rússia neste final de semana.
As críticas mais duras devem ser reservadas para o desempenho do presidente russo, side effects Vladimir Putin, web no âmbito da democracia. Putin comanda a cúpula pela primeira vez.
Diferente do que em geral acontece nesses encontros, caracteri zados por agendas de pouco impacto, os líderes do G8, segundo diplomatas, devem discutir formas de conter os programas nucleares do Irã e da Coréia do Norte.
Simultaneamente, negociadores russos e norte-americanos tentarão chegar a um acordo sobre o ingresso da Rússia na Organização Mundial do Comércio (OMC). O acordo seria firmado por Putin e pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ainda no encontro.
Bush e outros líderes devem reunir-se no Palácio Constantine, hoje ricamente restaurado por iniciativa de Putin, que nasceu em São Petersburgo.
A grandiosidade do local da cúpula espelha os esforços da Rússia para reconquistar espaço no cenário internacional. O fato de o líder russo comandar o encontro é um dos pontos altos desses esforços.
Mas analistas de política afirmam que as autoridades do país usaram mandados de prisão e ações de intimidação para silenciar os adversários de Putin, o que colocaria a Rússia em rota de colisão com as demais democracias do G-8.
O comunicado final do encontro não deve fazer menção a essas desavenças.
Os líderes do grupo, ao contrário, abordariam o assunto em encontros bilaterais com Putin a fim de manif estar sua preocupação com o fato de o presidente estar concentrando poder demais em suas mãos, ao mesmo tempo que espreme a oposição e os grupos de pressão.
"Receber a cúpula do G8 em São Petersburgo também atribui responsabilidade à Rússia, porque falar em um futuro comum significa falar em uma comunhão de valores: a democracia, o império da lei, os direitos humanos, a liberdade", disse o presidente francês, Jacques Chirac. As declarações dele foram publicadas hoje pelo jornal de economia Les Echos.
Bush chega à capital imperial da Rússia amanhã. O dirigente afirmou que espera manter conversas "amenas" com Putin. E observou que traz na mala dois acordos comerciais para "dourar a pílula" diante dos russos.
Se acertado a tempo, um acordo poderá ser assinado por Putin e Bush para abrir caminho ao ingresso da Rússia na OMC. Um outro acordo, sobre o compartilhamento de tecnologia nuclear e de combustíveis com os demais países do mundo, também será negociado por russos e norte-americanos.
A Rússia – uma grande exportadora de petróleo e gás – escolheu a segurança no fornecimento de combustíveis para ser a peça central da cúpula. Mas, segundo diplomatas, o comunicado final terá poucas declarações de peso sobre o assunto.
A União Européia (UE) pressiona os russos para aderir a um pacto que abriria o setor energético do país a empresas estrangeiras. A Rússia tem resistido.
Os países do G8 descartaram a possibilidade de haver um conflito aberto durante a cúpula. Diplomatas dizem que o comunicado final espelhará os princípios do pacto, sem que a Rússia faça comprometimentos específicos.
As negociações sobre o comércio mundial realizadas durante a rodada de Doha, atualmente paralisadas, também devem ser abordadas na cúpula. O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, afirmou que o próximo final de semana poderia ser "uma das últimas oportunidades" para retomar a rodada.
Antecipando-se a eventuais declarações duras de seus parceiros de cúpula a respeito da democracia na Rússia, Putin disse recentemente que seu país estava pronto para ouvir "críticas bem intencionadas". Mas acrescentou que a Rússia não tolerará tentativas de usar a questão da democracia para interferir nos assuntos internos.
A Rússia diz que não impedirá a realização de protestos legítimos durante o encontro. O governo reservou um ginásio de esportes para que manifestantes possam fazer um fórum alternativo ao G8.
Mas os organizadores do fórum acusaram a polícia russa de prender, em estações de trem e em aeroportos, ativistas que se dirigem para o local.
Pela primeira vez desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003, approved o Iraque assumiu hoje o controle total sobre uma província do sul, viagra dosage substituindo forças estrangeiras.
Mas confrontos ocorridos em Bagdá chamaram atenção para as dificuldades enfrentadas pelo novo governo iraquiano na área de segurança.
Em declarações feitas durante a cerimônia de entrega da província de Muthanna, antes controlada por soldados britânicos, o primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, avisou que os insurgentes tentariam realizar ataques para manchar um dia "escrito com letras douradas na história iraquiana".
"Os terroristas que desejam atrapalhar a entrega da responsabilidade pela área de segurança e o sucesso do governo de unidade nacional não pouparão esforços para sabotar esse passo", afirmou Maliki, na capital de Muthanna, Samawa (localizada 270 quilômetros ao sul de Bagdá).
"Se essa experiência fracassasse, poderíamos vivenciar um grande revés, prejudicando os esforços para retomarmos o controle sobre a área de segurança", disse o premiê durante a cerimônia, a primeira do gênero desde a guerra que depôs o ditador Saddam Hussein.
Apesar de ser uma região relativamente mais calma do que as áreas central e oeste do Iraque (onde a insurgência sunita é mais intensa e as tensões sectárias, mais fortes), a província sulista controlada pelos iraquianos significa um importante marco simbólico para os esforços de Maliki de conseguir mais autonomia.
Ela também apresentará um teste para as frágeis forças de segurança do Iraque, cuja consolidação é fundamental para a eventual retirada dos cerca de 140 mil soldados estrangeiros presentes no país atualmente.
Os curdos controlam três províncias do norte iraquiano desde 1991. Em uma declaração conjunta, o embaixador norte-americano no Iraque, Zalmay Khalilzad, e o comandante das forças dos EUA no país, general George Casey, descreveram a entrega do controle sobre Muthanna como um marco importante.
Segundo Casey e Khalilzad, o fato apontava para a capacidade do Iraque de governar e de proteger a si mesmo como uma "nação soberana". Os dois afirmaram que a entrega do controle sobre outras regiões acontecerá se as condições para tanto forem atingidas.
"Com essa primeira transferência da responsabilidade pela segurança, Muthanna mostra que o Iraque avança rumo ao autogoverno", disseram as autoridades em um comunicado. "As forças multinacionais estarão prontas para prover ajuda se isso for necessário."
Mas, em novos episódios de violência responsáveis por alimentar temores de uma guerra civil e por trazer à tona as falhas do plano de segurança criado pelo governo um mês atrás, homens armados e policiais iraquianos entraram em choque em Ghazaliya, um bairro sunita de Bagdá. A área foi palco de intensos combates entre combatentes sunitas e xiitas recentemente.
A Associação de Sábios Muçulmanos, um importante grupo religioso dos sunitas, afirmou que homens armados atacaram uma de suas mesquitas em Ghazaliya. Segundo a polícia, duas pessoas ficaram feridas.
Vários iraquianos foram mortos em episódios recentes de violência, e Maliki disse ao Parlamento ontem que seu plano de reconciliação nacional oferecia ao país sua última chance de paz.
Milícias xiitas leais ao clérigo Moqtada al-Sadr possuem uma forte presença em Samawa e moradores da região denunciaram um clima de conivência entre a polícia dali e os militantes, acusados de realizar ataques sectários.
O embaixador britânico no Iraque, William Patey, reconheceu que a província não estava livre de problemas, mas acrescentou: "Esse não é o padrão que estamos criando. Qual país não tem problemas?. A pergunta é sobre se há forças de segurança iraquianas fortes o suficiente para enfrentá-los", afirmou.
A Grã-Bretanha, que mantém 7 mil soldados no sul do Iraque, disse que a transferência da responsabilidade pela segurança de Muthanna às forças iraquianas não significava a retirada de seus militares do sul do Iraque. "Não vamos abandonar os iraquianos. Podemos ajudar em casos extremos", afirmou Patey.
A Austrália também mantém soldados em Samawa. O Japão está retirando seus militares da região.
Hoje, as Forças Armadas dos EUA disseram que Saddam, em seu sexto dia de greve de fome, estava bem e que ingeria nutrientes. O ex-líder iraquiano e outros três co-réus recusam-se a comer para protestar contra a postura da corte que os julga e contra o assassinato de um advogado de defesa deles. Os réus são acusados de crimes contra a humanidade.
Saddam, de 69 anos, bebia café com açúcar e água com nutrientes, disseram os militares norte-americanos.