Um membro do alto escalão do Governo canadense revelou em entrevista publicada hoje por um jornal do país que o Irã tentou adquirir material para seu programa nuclear e de armamento por meio do Canadá utilizando terceiros países e portos fantasmas no Golfo Pérsico.
O responsável pela seção de Contra-Proliferação da Agência de Serviços Fronteiriços do Canadá, George Webb, afirmou ao jornal “The National Post” que as autoridades canadenses confiscaram desde componentes para centrífugas até chips que tinham o Irã como destino.
Webb revelou que a última apreensão aconteceu na semana passada, quando funcionários da Alfândega interceptaram uma carga de chips que o Ministério da Defesa canadense disse acreditar que poderiam servir para os sistemas de navegação de mísseis.
Os chips tinham sido adquiridos nos Estados Unidos, Dinamarca e Japão. Seu destino oficial eram os Emirados Árabes Unidos (EAU), mas há a suspeita de que deveriam chegar ao Irã.
Em abril, a Polícia Montada canadense anunciou a detenção de um indivíduo que tentou exportar de forma ilegal, supostamente para o Irã, equipamento utilizado na produção de urânio enriquecido.
A Polícia disse que Mahmoud Yadegari, morador da cidade de Toronto, planejou a compra e exportação de “transdutores de pressão”, aparelhos que são utilizados na produção de urânio enriquecido e que podem ser usados para aplicações militares.
Webb também revelou que algumas das exportações suspeitas têm como destino o porto de Ras Al-Khaimah, que fica nos EAU, mas que é controlado de fato pelo Irã.