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Mundo

Irã tenta buscar apoio de países vizinhos ao acordo sobre o urânio

Arquivo Geral

20/05/2010 11h39

Três dias depois de fechado o acordo sobre a troca de urânio, o Irã busca convencer a comunidade internacional a reconhecer o documento e evitar as sanções econômicas defendidas pelos Estados Unidos. O secretário-geral da Organização da Conferência Islâmica, Ekmeleddin Ihsanoglu, disse hoje (20) “ter esperança” de que será possível obter o apoio da comunidade internacional. As informações são da agência oficial de notícias do Irã, a Irna.

Segundo Ihsanoglu, a decisão internacional deve respeitar os “direitos legítimos” de o Irã desenvolver sua própria tecnologia nuclear.  “Está entre os direitos legítimos da nação fazer uso da tecnologia nuclear para fins pacíficos”, disse o religioso. “[Tenho esperança de que será possível] conquistar o apoio da comunidade internacional e ajudar a remover os obstáculos para esse fim.”

Na última segunda-feira (17), os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Mahmoud Ahmadinejad, do Irã, além do primeiro-ministro da Turquia, Tyyiq Erdogan, negociaram o acordo. Pelos termos do documento, o Irã vai enviar seu urânio levemente enriquecido a 3,5% para a Turquia. Em troca, receberá urânio enriquecido a 20%. A medida afastaria a suspeita de uso do produto para fins não pacíficos.

O governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mantém, porém, as suspeitas de que o programa nuclear iraniano esconda a produção de armamentos atômicos. Na última terça-feira (18), os norte-americanos conseguiram o apoio dos franceses, chineses, russos e ingleses para um esboço de resolução estabelecendo sanções ao Irã por meio do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Para aprovar as sanções, é necessário o voto favorável de todos.

No entanto, o governo Ahmadinejad empenha-se em buscar apoio dos países vizinhos ao Irã. O presidente do Parlamento do Kuwait, Jasim al-Kharafi, elogiou hoje o acordo. Segundo Kharafi, a expectativa é de ue a partir dests acordo seja possível ao Irã desenvolver seu programa nuclear e resolver o impasse que cerca o assunto.

O Irã e o Kuwait têm relações históricas na política e na economia, segundo seus governos. De acordo com Kharafi, sem citar nomes nem mencionar governos, “os dois países não devem deixar que os outros Estados sabotem seus laços cordiais”.

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