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Mundo

Irã suspenderá colaboração com AIEA se ameaças continuarem

Arquivo Geral

06/09/2006 0h00

O presidente do Parlamento iraniano, more about pilule Gholam Ali Haddad Adel, afirmou hoje que não vê razão para que o Irã continue colaborando com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) se as ameaças contra Teerã continuarem. "Havia um acordo no qual a AIEA garantiria que o Irã não desviaria suas atividades nucleares (para fins não pacíficos)", afirmou Adel, citado pela agência oficial "Irna".

Assim, segundo o presidente do Parlamento, "não haverá razão para que o Irã mantenha sua cooperação com a AIEA se as ameaças continuarem". Segundo a mesma fonte, Adel disse que o Governo de Teerã "espera que o caso nuclear iraniano seja resolvido através da negociação".

A Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano aprovou na ontem um projeto de lei pelo qual o Irã suspenderá as inspeções da AIEA se a ONU impuser sanções a Teerã. Adel justificou seu otimismo por considerar que "as reivindicações iranianas são pelo seu direito" e afirmou confiar em que a lei aprovada não terá que ser levada ao Parlamento.

"Careceria de sentido cooperar com um organismo que não reconhece nenhum dos direitos da nação iraniana", acrescentou o presidente do Parlamento. As declarações de Adel foram feitas no mesmo dia em que se anunciou a suspensão de uma reunião que estava prevista para hoje em Viena entre o responsável pela política externa da União Européia (UE), Javier Solana, e o principal negociador nuclear iraniano, Ali Larijani.

O anúncio foi feito hoje por uma fonte da missão permanente do Irã na AIEA em Viena, que não revelou a nova data do encontro, afirmando apenas que acontecerá "dentro de vários dias". Diplomatas europeus tinham informado ontem que a reunião seria realizada hoje na capital austríaca, onde está a sede da agência nuclear da ONU, que investiga o programa nuclear iraniano há mais de três anos.

O encontro entre Solana e Larijani deveria ocorrer na véspera da cúpula de ministros de Assuntos Exteriores de Alemanha, França, Reino Unido, Estados Unidos, Rússia e China, prevista para amanhã em Berlim. Essas seis potências, que em junho elaboraram um pacote de incentivos econômicos e nucleares para o Irã em troca da suspensão de seu programa nuclear, deverão iniciar as consultas sobre a possibilidade de impor sanções à República Islâmica.

O Irã ignorou o ultimato do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que exigia que Teerã suspendesse seu programa de enriquecimento de urânio até 31 de agosto. Os EUA reiteraram ontem à noite seu desejo de sanções ao Irã o mais rápido possível, apesar de Rússia e China continuarem sendo reticentes a esta punição.

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