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Irã será o principal tema de reunião da AIEA na Áustria

Arquivo Geral

09/09/2007 0h00

A tentativa mais recente de esclarecer a natureza do programa nuclear do Irã será o foco da reunião do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), purchase que ocorre a partir desta segunda-feira, order em Viena.

O principal tema da reunião será o acordo entre o Irã e a AIEA quanto a um calendário para responder às lacunas do passado atômico de Teerã, que será apresentado aos 35 países do Conselho pelo diretor-geral do organismo, Mohamed ElBaradei.

O acordo, assinado em agosto, prevê que o Irã responda até o fim do ano a uma série de temas não esclarecidos pela falta de cooperação do país.

ElBaradei garantiu, em recente entrevista à revista semanal alemã “Der Spiegel”, que esta é “a última chance” do Irã, e pediu que os inspetores do organismo tenham condições de trabalhar para desenvolver o acordo.

Recentemente, o diretor da AIEA havia criticado também “aqueles que se intrometem no trabalho” da agência das Nações Unidas, em uma alusão aos Estados Unidos, que fazem pressões para impor novas sanções a Teerã por causa de seu programa atômico.

Alguns diplomatas ocidentais vêem neste acordo um artifício do Governo iraniano para ganhar tempo. O jornal “Washington Post” criticou ElBaradei esta semana, por considerar “brandas” suas posições diante de Teerã.

O Conselho de Segurança da ONU emitiu duas resoluções nas quais exige que o Irã interrompa seus trabalhos relacionados ao enriquecimento de urânio. Até o momento, no entanto, ambas as resoluções foram ignoradas pelo país.

A AIEA disse, em sua mais recente avaliação do programa atômico iraniano, que um “significativo” avanço havia sido produzido na cooperação, com a descoberta da origem de experimentos com plutônio e o adiantamento de outros pontos.

Os EUA e a União Européia (UE) temem que, sob a justificativa de seu programa nuclear civil, o Irã esteja desenvolvendo a tecnologia atômica com objetivos militares.

Por sua vez, Teerã rejeita categoricamente a exigência de interromper seu programa nuclear, alegando que “desenvolver a energia atômica com fins pacíficos é um direito inalienável”.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou no domingo passado que seu país já havia conseguido instalar mais de 3 mil centrífugas para enriquecer urânio, destacando que o programa nuclear iraniano é pacífico, e que cooperará com a AIEA.

O conselho abordará também a desnuclearização da Coréia do Norte, depois do acordo sobre o tema obtido em fevereiro deste ano, além de outras questões administrativas necessárias para o funcionamento da AIEA, como o orçamento anual do órgão.

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