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Irã se prepara para responder possível invasão terrestre dos EUA

Em meio a guerra no Oriente Médio, potências regionais negociam no Paquistão para reabrir o Estreito de Ormuz e interromper o conflito

Redação Jornal de Brasília

29/03/2026 15h19

Foto: AFP

Foto: AFP

O Irã afirmou estar pronto para responder a um ataque terrestre dos Estados Unidos, acusando Washington de preparar tropas enquanto busca negociações. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, declarou que o país jamais aceitará a humilhação e está preparado para qualquer mobilização norte-americana.

A guerra, iniciada em 28 de fevereiro com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, espalhou-se pelo Oriente Médio. Os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, lançaram seus primeiros ataques contra Israel desde o início do conflito, ameaçando o transporte marítimo global. O Estreito de Ormuz, rota para cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural, foi efetivamente fechado pelo Irã em resposta aos ataques aéreos.

Milhares de fuzileiros navais americanos chegaram ao Oriente Médio a bordo de um navio de assalto anfíbio. Autoridades norte-americanas indicam que o Pentágono se prepara para operações terrestres no Irã, possivelmente envolvendo forças especiais e infantaria. O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que os EUA buscam máxima flexibilidade, embora possam atingir objetivos sem tropas terrestres. O presidente Donald Trump ameaçou atingir infraestruturas energéticas iranianas se o estreito não for reaberto, prorrogando o prazo por 10 dias.

Paralelamente, potências regionais realizam negociações em Islamabad, no Paquistão, para interromper o conflito que já matou milhares e causou interrupções no suprimento global de energia. Ministros das Relações Exteriores do Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito discutem propostas para reabrir o Estreito de Ormuz, incluindo um consórcio para gerir o fluxo de petróleo e estruturas de taxas semelhantes ao Canal de Suez. O Paquistão, atuando como mediador, encaminhou sugestões à Casa Branca e ao Irã.

O ministro das Relações Exteriores paquistanês, Ishaq Dar, realizou reuniões bilaterais com homólogos turco e egípcio. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif conversou com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian. Contatos militares incluem o chefe do exército paquistanês Asim Munir em diálogo com o vice-presidente dos EUA JD Vance. Uma fonte turca destacou a prioridade em um cessar-fogo, com a passagem segura de navios como medida de confiança. O Irã permitiu a passagem de mais 20 navios com bandeira paquistanesa pelo estreito.

Enquanto os esforços diplomáticos avançam, Israel continua ataques aéreos contra o Irã, atingindo infraestrutura de fabricação de armas, locais de armazenamento e um cais em Bandar-e-Khamir, onde cinco pessoas morreram. No Líbano, ataques israelenses contra o Hezbollah mataram três jornalistas e um soldado libanês. Um prédio da emissora Al-Araby em Teerã foi danificado. O Irã prosseguiu com ataques, incluindo drones no Iraque.

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