Menu
Mundo

Irã rejeita negociações de Trump em meio a ataques aéreos com Israel

Militares iranianos negam diálogos com Washington, afirmando que os EUA negociam sozinhos, enquanto bombardeios entre Teerã e Israel prosseguem.

Redação Jornal de Brasília

25/03/2026 10h21

Foto: ATTA KENARE / AFP

Foto: ATTA KENARE / AFP

Israel e Irã trocaram ataques aéreos nesta quarta-feira (25), em meio ao conflito que dura quatro semanas e já causou milhares de mortes, um choque energético histórico e temores de inflação global. As Forças Armadas iranianas rejeitaram as afirmações do presidente Donald Trump de que os Estados Unidos estão negociando com Teerã para encerrar a guerra no Oriente Médio, declarando que Washington negocia consigo mesmo.

O principal porta-voz do comando militar conjunto do Irã, Ebrahim Zolfaqari, questionou publicamente o presidente americano em pronunciamento na TV estatal, afirmando que ‘o nível de luta interna chegou ao ponto de você negociar consigo mesmo’ e que ‘pessoas como nós nunca podem se dar bem com pessoas como você’. A liderança iraniana reiterou que não há possibilidade de acordo com os EUA, citando experiências ruins com a diplomacia norte-americana, incluindo ataques durante negociações nos últimos dois anos.

Relatos indicam que os EUA enviaram um plano de 15 pontos a Teerã para discussão, com propostas para um cessar-fogo de um mês e retomada das exportações de petróleo do Golfo Pérsico. Trump declarou na Casa Branca que está em ‘negociações’ com as ‘pessoas certas’ no Irã, que supostamente desejam um acordo. No entanto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, confirmou que não há diálogo ou negociações, com as forças armadas focadas na defesa do país.

Os ataques desta quarta-feira incluíram bombardeios israelenses contra infraestrutura em Teerã, atingindo locais de produção de mísseis de cruzeiro navais e uma área residencial, segundo a agência de notícias SNN, com equipes de resgate vasculhando escombros. A Guarda Revolucionária do Irã lançou contra-ataques a Tel Aviv, Kiryat Shmona e bases americanas no Kuwait, Jordânia e Barhein. Além disso, Kuwait e Arábia Saudita repeliram drones, que causaram um incêndio em um tanque de combustível no Aeroporto Internacional do Kuwait, sem vítimas.

O conflito impactou os mercados financeiros: ações subiram e preços do petróleo caíram com as esperanças geradas pelos relatos de negociações, conforme o The New York Times e o Canal 12 de Israel.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado