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Irã reforça que responderá ‘imediata e firmemente’ a qualquer ataque contra seu território

Segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira, 29, Pezeshkian reiterou que o Irã “não acolhe de forma alguma a guerra”

Redação Jornal de Brasília

30/01/2026 8h41

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O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, discursa na Cúpula do Futuro à margem da Assembleia Geral da ONU, na sede das Nações Unidas em Nova York, em 23 de setembro de 2024. (Foto de TIMOTHY A. CLARY / AFP)

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que Teerã responderá “imediata e firmemente” a qualquer agressão contra o país e seu povo, ao comentar os desdobramentos regionais, em tensão elevada com os Estados Unidos, em conversa telefônica com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan. Segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira, 29, Pezeshkian reiterou que o Irã “não acolhe de forma alguma a guerra”, mas advertiu que não hesitará em reagir diante de ataques.

Em comunicado enviado via Telegram nesta sexta-feira, 30, o presidente iraniano destacou que a política externa do país é guiada pela chamada “diplomacia digna”, baseada na interação e no diálogo dentro do marco do direito internacional, no respeito mútuo e na rejeição do uso da força e de ameaças para a resolução de conflitos. Ainda assim, reforçou que “qualquer agressão ao país e à nação iraniana será respondida de maneira imediata e decisiva”.

O comunicado também menciona a disposição do líder dos Emirados Árabes Unidos de participar de forma construtiva de esforços diplomáticos voltados à obtenção de soluções que promovam a segurança regional, em meio a um ambiente de tensões elevadas no Oriente Médio.

As declarações de Pezeshkian ocorrem em um contexto de pressão crescente sobre Teerã no cenário internacional. Nesta quinta-feira, a União Europeia (UE) concordou em incluir a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) em sua lista de organizações terroristas, medida classificada por autoridades iranianas como simbólica, mas que amplia o isolamento do país e eleva o risco de novos atritos diplomáticos e de segurança.

Estadão Conteúdo.

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