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Irã promete ampliar programa nuclear e reagir a sanções

Arquivo Geral

06/08/2006 0h00

Atualizada às 17h27

Um foguete do Hezbollah matou 12 soldados israelenses, information pills sales e bombas de Israel mataram 19 civis libaneses no domingo, side effects após o Líbano rejeitar uma proposta do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para colocar um fim aos combates que já duram 26 dias.

Mais foguetes do Hezbollah foram lançados ao norte de Israel, order na cidade de Haifa, matando pelo menos uma pessoas e ferindo muitas outras, disseram médicos.

Os soldados israelenses foram mortos e pelo menos nove pessoas foram feridas quando um foguete atingiu um grupo de reservistas no vilarejo de Kfar Giladi, no mais mortal ataque com míssil do Hezbollah na guerra.

Soldados perto do local do ataque seguravam seus rostos em sinal de desespero e um chorava durante a passagem de uma ambulância. Helicópteros pousaram em uma área próxima para levar os gravemente feridos a hospitais distantes do front de guerra.

Botas manchadas de sangue estavam perto de uma parede. Padiolas estavam no chão cobertas de sangue. Uma autoridade local olhou para os corpos, alguns cobertos por mantas, e balançou a cabeça em sinal de descrença.

"Eu não me lembro de tantos mortos. Isso é terrível", disse Ron Valensi, diretor do conselho municipal da Galiléia e morador de Kfar Giladi, ao Canal 2 de televisão.

O exército de Israel confirmou que reservistas convocados morreram, mas não informou quantos. Médicos e a mídia israelense definiram o saldo de mortos em 12.

O Hezbollah, apoiado pela Síria e o Irã, matou 56 soldados israelenses e 33 civis no conflito, iniciado quando militantes seqüestraram dois soldados israelenses em um ataque ocorrido em 12 de julho.

O saldo de mortos hoje foi o maior sofrido por Israel desde que um foguete matou em 16 de julho oito ferroviários na cidade de Haifa, norte do país.

Pelo menos 746 pessoas foram mortas no Líbano, incluindo cinco que morreram quando ataques aéreos atingiram a vila xiita de Ansar durante a noite.

O presidente do Parlamento do Líbano, Nabih Berri, disse que seu país rejeitou a proposta franco-americana para encerramento dos conflitos porque o texto permite que tro pas israelenses permaneçam em território libanês.

Berri, um político xiita que tem atuado como principal canal entre o Hizbollah e o primeiro-ministro, Fouad Siniora, disse que a proposta ignora o plano de sete pontos do governo de Beirute que pede cessar-fogo, retirada de tropas de Israel e retorno de todas os moradores que fugiram de suas casas no conflito.

"O Líbano rejeita qualquer resolução que esteja fora destes sete pontos", disse Berri em entrevista coletiva.

O exército israelense informou no domingo que capturou um dos integrantes do Hezbollah que participou do seqüestro dos soldados.

 

Dezenas de milhares de pessoas de todo o mundo se reuniram em Hiroshima hoje para rezar pela paz e pedir pelo fim das armas nucleares, malady na data que marca o 61º aniversário do primeiro ataqu e com bomba atômica da história.

Num ritual anual de luto em memória dos mais de 220 mil mortos pela explosão, shop uma multidão de sobreviventes, crianças e autoridades foram ao Parque Memorial da Paz, próximo ao ponto zero onde a bomba foi lançada.

"Radiatividade, calor, rajadas de vento e seus efeitos sinérgicos criaram um inferno na Terra", disse o prefeito de Hiroshima, Tadatoshi Akiba.

Lamentando a tendência mundial de proliferação nuclear, Akiba pediu uma campanha para livrar o planeta das armas atômicas. "Sessente e um anos depois, o número de nações enamoradas pelo mal e escravizadas pelas armas nucleares está crescendo", afirmou Akiba.

"A família humana está numa encruzilhada. Todas as nações serão escravizadas? Ou todas as nações serão libertadas?"

O sino da paz soou às 8h15, o momento em que o avião B-29 Enola Gay, dos Estados Unidos, soltou a bomba no dia 6 de agosto de 1945. A multidão ficou em pé para um minuto de silêncio.

No dia 9 de agosto daquele mesmo ano, os EUA lançaram uma segunda bomba atômica contra a cidade de Nagasaki. Seis dias depois, o Japão se rendeu na Segunda Guerra.

O primeiro-ministro, Junichiro Koizumi, prometeu respeitar a constituição pacifista do Japão e a política de negar o desenvolvimento nuclear. "O Japão, único país que sofreu bombardeios atômicos na história, tem a responsabilidade de continuar contando sobre a sua experiência à comunidade internacional", declarou.

"Com a determinação de não deixar que a tragédia de Hiroshima e Nagasaki se repita em qualquer lugar, o Japão tem cumprido a sua promessa de não ir à guerra nos últimos 61 anos."

Sob o governo Koizumi, o Japão aprovou leis que autorizam suas tropas a cumprir papel mais importante na manutenção da segurança no exterior. O país enviou soldados ao Iraque numa missão humanitária e de reconstrução, a operação militar japonesa de mais alto risco desde 1945.

O partido governista de Koizumi e o principal partido de oposição estão tentando reformar a constituição pacifista, cujo artigo 9º proíbe a existência de um Exército, mas que é interpretado como uma permissão a ter Forças Armadas apenas para a autodefesa.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, expressou o temor de que armas nucleares caiam nas mãos de "atores não-estatais". "Mais de seis décadas após a devastação de Hiroshima e Nagasaki, o horror das armas nucleares continua gravado em nossa consciência coletiva", disse Annan, numa mensagem lida em seu nome durante a cerimônia.

"A preocupante possibilidade de material nuclear perigoso cair nas mãos de atores não estatais deve energizar os esforços para fortalecer o regime de não-proliferação."

O aniversário deste ano do ataque a Hiroshima ocorre num momento de preocupação com os programas nucleares do Irã e da Coréia do Norte, que no mês passado sacudiu a região disparando mísseis de teste.

Até o final de 1945, a bomba atômica havia matado cerca de 140 mil pessoas, de uma população estimada em Hiroshima de 350 mil. Milhares foram morrendo ao longo dos anos em decorrência de ferimentos e doenças. Os nomes de 5.350 pessoas mortas recentemente foram acrescentadas à lista de vítimas, elevando o total reconhecido pela cidade a 247.787 mortos.

 

O presidente cubano, buy Fidel Castro, que na segunda-feira entregou o poder a seu irmão para se submeter a uma operação de emergência, recebeu uma carta do garoto Elián González, protagonista de uma de suas batalhas com os Estados Unidos, segundo afirmou hoje a imprensa oficial de Cuba.

O governo cubano disse que Fidel, operado para conter uma hemorragia intestinal, vem se recuperando e poderá retomar o comando do país em questão de semanas.

Fontes em Havana disseram que o presidente, que em 13 de agosto completa 80 anos, já está se alimentando e consegue ficar sentado na cama.

"Querido avozinho Fidel: enviamos esta carta para que saiba que nos preocupamos com sua saúde. Esperamos sua rápida recuperação e aproveitamos para felicitá-lo por seu aniversário e que tenha muitos outros. Beijinhos", afirma o texto, assinado por González e reproduzido na capa do diário estatal Juventud Rebelde.

Em 1999, Elián González, à época com 5 anos de idade, sobreviveu ao naufrágio de uma balsa, foi resgatado no mar pela Guarda Costeira dos EUA e virou objeto de batalha entre seus familiares em Miami e seu pai em Cuba.

Castro fez da repatriação de Elián uma cruzada nacional e conseguiu que o governo de Bill Clinton entregasse a criança ao pai.

Na semana passada, o menino estava sentado na primeira fila numa das últimas aparições públicas de Fidel.

Enquanto isso, o vice-presidente cubano, Carlos Lage, negou ontem, na Bolívia, informação publicada pela Folha de S.Paulo segundo a qual o governo brasileiro teria sido informado por autoridades cubanas de que Castro tem um tumor maligno no abdômen.
"Fidel teve de enfrentar uma operação e se recupera favoravelmente. Ele não tem câncer. Foi operado, a operação foi bem sucedida e ele está se recuperando", disse Lage em visita a Sucre.

O presidente interino Raúl Castro, de 75 anos, continua sem aparecer em público desde que assumiu na segunda-feira o controle do Conselho de Estado, das Forças Armadas e do Partido Comunista.

Na catedral de Havana, o cardeal Jaime Ortega y Alamino realiza hoje uma homilia pela recuperação de Castro.

A Igreja Católica pediu aos cubanos que rezem pela recuperação de Fidel Castro, um ateu comunista que governou Cuba ininterruptamente desde a vitória de sua revolução em 1959.

A situação continua normal em Havana e no interior de Cuba. A doença do presidente domina todas as conversas, mas as pessoas têm mantido a rotina normal.

Em entrevista a uma estação de rádio em Miami, cidade norte-americana que abriga cerca de 650 mil cubanos-americanos e centro da oposição a Castro, o presidente da Assembléia Nacional de Cuba, Ricardo Alarcón, disse que Fidel passou bem por uma cirurgia "complicada" e que poucas horas depois "ele estava falando e fazendo piadas".

"É por isso que eu sinto confiança que ele se recuperará em breve", disse Alarcon. Apesar disso, o presidente da assembl éia disse que Castro precisa diminuir o ritmo.  "Precisamos dele em boa saúde e trabalhando", afirmou. "Parte do que isso implica a ele é sacrifício em termos de abandonar o dia-a-dia ao qual esteve acostumado por muitos anos."

 

O ministro de Relações Exteriores da Síria, click Walid Mouallem, there disse hoje que tem interesse em ingressar no grupo Hezbollah e reiterou que a Síria irá retaliar se for atacada por Israel.

"Se vocês quiserem, illness estou disposto a ser soldado à disposição do (chefe do Hezbollah) Sayyed Hassan Nasrallah", disse Mouallem a jornalistas depois de chegar ao Líbano em um gesto simbólico.

Perguntado sobre preocupações de que a guerra no Líbano possa se transformar em um conflito regional, Mouallem disse: "A Síria está se preparando e não esconde sua prontidão (militar). Nós responderemos a qualquer agressão de Israel imediatamente", afirmou o chanceler sírio.

A Síria, junto com o Irã, é um importante aliado do Hezbollah. A ofensiva israelense contra o grupo militante no Líbano elevou a popularidade do movimento entre árabes e cimentou um culto de herói sobre o carismático Nasrallah.

"Sayyed Hassan Nasrallah e a resistência nacional libanesa estão hoje defendendo a dignidade e a unidade da nação árabe, assim como estão defendendo a dignidade do Líbano, a unidade do Líbano e do povo libanês", afirmou Mouallem.

O diplomata veterano, que participará de um encontro de ministros de Relações Exteriores árabes em Beirute na segunda-feira, desconsiderou sugestões de que o Hezbollah está travando uma guerra para o Irã e a Síria. "Essa conversa é bobagem. O Hezbollah está lutando a batalha do Líbano."

 

O governo da chanceler alemã Angela Merkel foi alvo de ataques hoje de líderes de seu próprio partido no momento em que os conservadores atingiram uma queda recorde de aprovação nas pesquisas de opinião, for sale resultante da irritação pública com o aumento de impostos e a falta de esforços por reformas.

O líder do principal partido de oposição, o liberal democrata Guido Westerwelle, disse que a grande coalizão formada por Merkel há nove meses racharia bem antes das próxima eleição, prevista para 2009, em razão das más relações entre os dois principais partidos governistas.

"As pesquisas mostram claramente que a CDU alienou seus próprios eleitores", disse ao diário Bild am Sonntag Joerg Schoenbohm, secretário-geral da CDU e ministro do Interior do estado de Brandenburgo.

"Os eleitores não gostam do que estão vendo. Estamos perdendo nossos simpatizantes mais leais. Eles estão muito decepcionados com o caminho que estamos seguindo. Dizem que este não é o partido em que votaram."

Seus temores foram repetidos pelo líder da CDU no Estado da Renânia-Palatinado Christian Baldauf, que disse que os eleitores estão insatisfeitos sobretudo com os planos da coalizão de aumentar impostos e de aumentos os preços dos planos de saúde.

"São enormes sobrecargas para as pessoas e elas não vêem nenhum sinal de um grande plano em Berlim", afirmou Baldauf.

A CDU e seu partido associado na Baviera, a União Social Cristã, tiveram uma queda nas pesquisas para apenas 31% de aprovação, segundo levantamento publicado neste fim de semana pela ARD TV. É o índice mais baixo desde a posse em novembro e o ponto mais baixo desde que atingiram 28% durante um escândalo de doações de campanha para o chanceler Helmut Kohl, em 2000.

Desde fevereiro, os conservadores tiveram uma queda de dez pontos percentuais nas pesquisas.

Merkel, elogiada por sua política externa, enfrenta muitas críticas por não cumprir promessas de reduzir os encargos trabalhistas para promover a criação de empregos. A reforma do sistema de saúde também é alvo de duros ataques. Sua proposta de reformulação completa do sistema que reduz o preço dos planos de saúde foi abortada e substituída por um acordo de menor escala que, na prática, vai aumentar os preços.

O líder parlamentar do SPD Peter Struck acusou Merkel de não cumprir sua palavra e o líder conservador do SPD Johannes Kahrs disparou: "O peixe sempre começa a feder primeiro pela cabeça". A declaração alimenta os rumores de que a coalizão estaria em problemas.

Guido Westerwelle, cujo partido FDP tem crescido nas pesquisas com a queda da CDU e do SPD, disse esperar uma ruptura na coalizão. "Não podemos mais descartar que esta coalizão que está lutando contra si mesma vai rachar no ano que vem ou no ano seguinte", disse ele à TV alemã.

 

Sob a atenção de milhares de indígenas bolivianos, viagra o presidente Evo Morales abriu hoje a Assembléia Constituinte do país. Ele espera fortalecer a maioria indígena e pobre e consolidar as suas reformas de esquerda.

No poder desde janeiro, illness Morales, primeiro presidente indígena da Bolívia, disse que a instalação da assembléia eleita nacionalmente era uma "refundação" do país.

"O grande dia finalmente chegou para o nosso povo nativo. Se não resolvermos os problemas dos nossos irmãos aimará, quéchua e guarani, nunca seremos capazes de terminar com as dificuldades econômicas e sociais do nosso país", declarou o presidente.
Os povos indígenas representam 60% da população boliviana e são tradicionalmente discriminados no país, o mais pobre da América do Sul.

Na eleição nacional do mês passado, o partido de Morales elegeu por pequena margem uma maioria na assembléia. Os legisladores têm até um ano para criar uma nova Constituição, que, espera-se, trate de temas como reforma agrária, direitos indígenas e maior autonomia para as províncias.

Dezenas de milhares de bolivianos, muitos com as tradicionais vestes coloridas dos indígenas, vieram das montanhas e cidades para se concentrar nas ruas estreitas desta cidade colonial, a capital histórica do país, e celebrar a abertura da Constituinte.

"Esperamos que Evo nos dê uma vida melhor", afirmou Juan Sesgo, que integrava a manifesta ção. Durante a cerimônia de abertura, o hino nacional foi cantado em espanhol e em três línguas indígenas.

A atual Constituição boliviana já passou por reformas desde que ratificada em 1967, mas esta será a primeira vez em que os índigenas terão influência no processo.

Grupos de oposição afirmam temer a possibilidade de Morales tornar a Constituição um documento com objetivos e propósitos de esquerda. Eles buscam comparar o presidente ao seu colega e aliado venezuelano, Hugo Chávez.

Contudo, por não contar com uma maioria folgada, Morales deverá ter que moderar o seu discurso se quiser ganhar apoio para as propostas.

O presidente defende, por exemplo, o direito das comunidades indígenas administrarem a sua própria justiça de acordo com as suas tradições, a redistribuição de terras e a nacionalização de recursos naturais.

Em maio, Morales nacionalizou a indústria de energia. A Bolívia tem a segunda maior reserva de gás do continente.

"Durante a nossa história, os recursos naturais têm sido permanentemente pilhados, e esses recursos voltaram para as mãos do Estado boliviano", afirmou o presidente, em discurso.

 

Enchentes mataram mais de cem pessoas e destruíram casas no leste da Etiópia depois que fortes chuvas causaram o transbordamento de um rio, site informou hoje a polícia.

"Enchentes causadas pelo transbordamento do rio Dechatu atingiram Dire Dawa no meio da noite de ontem, page enquanto os moradores estavam dormindo", disse o inspetor de polícia, Benyam Fikru.

"Equipes de resgate já recuperaram 129 corpos da enchente, mas o número deve subir", afirmou.

Cerca de 220 casas foram destruídas pela enchente, acrescentou Fikru. Noventa pessoas receberam alta de hospitais. Quatro continuam em estado grave.

Fikru afirmou que uma empresa de exportação de café foi levada pelas águas quando a inundação atingiu a cidade, localizada em terras baixas da Etiópia, a 525 quilômetros da capital do país, Addis Ababa.

"A destruição causada à propriedade pode chegar a milhões de dólares", disse o inspetor de polícia.

 

A secretária de Estado norte-americana, diagnosis Condoleezza Rice, viagra 60mg advertiu hoje que uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) não vai encerrar todos os combates no sul do Líbano, mas que é um primeiro passo rumo a um fim duradouro da violência.

Rice, que está no rancho do presidente norte-americano, George W. Bush, em Crawford para discutir a crise no Oriente Médio, disse que é importante conseguir votar a resolução na ONU dentro de um ou dois dias.

Diplomatas no Conselho de Segurança da ONU estão dando os toques finais a um projeto de resolução da França e dos EUA e que pede suspensão da guerra entre Israel e o Hezbollah e determina os termos para o fim do conflito.

Caso a resolução seja votada rapidamente, Rice disse que "espera que verá muito em breve um fim da violência de grande escala".

Ela acrescentou que isso não significaria um fim imediato de todo o conflito porque "essas coisas levam um tempo para diminuir". Rice disse que não poderia descartar a ocorrência de "escaramuças de tempos em tempos". "Estamos tentando lidar com um problema que vem sendo gestado no Líbano por anos e anos e anos. Então não será solucionado por uma resolução do Conselho de Segurança."

Ela declarou que irá a Nova York caso seja necessário para ajudar nas negociações.

O governo do Líbano está insatisfeito com o projeto de resolução, a ser votado amanhã ou terça-feira, em parte porque ele não inclui uma exigência de retirada das forças israelenses do Líbano. O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, disse que o Líbano rejeita a resolução porque ela é tendenciosa.

A advertência de Rice é reflexo da situação no sul do Líbano, onde o Hezbollah promete continuar os ataques com foguetes e Israel diz que contiuará a responder fogo.

O governo Bush vinha resistindo à pressão internacional para que pedisse um cessar-fogo imediato para o conflito, que já dura mais de três semanas, afirmando que era preciso lidar com as raízes do problema, ou seja, com a forte presença do Hezbollah no sul libanês.

"Este é um primeiro passo. É uma boa base para acabar com a violência de grande escala. É uma boa base para criar condições em que não se pode voltar ao status quo anterior e uma boa base para começar a fazer fluir a autoridade do governo libanês para o sul para que isso não possa acontecer novamente", disse Rice.

A resolução da ONU deve abrir caminho para uma segunda resolução nas próximas semanas determinando o mandato de uma força internacional que seria enviada ao Líbano para apoiar o Exército libanês.

Israel se nega a retirar seus 10 mil soldados até que uma força internacional esteja no sul do Líbano. A França e outros países não querem mandar suas tropas enquanto o conflito continua.

A violência começou no dia 12 de julho, após o Hezbollah ter capturado dois soldados israelenses na fronteira. Mais de 700 libaneses e quase 90 israelenses já morreram no conflito, e centenas de milhares de libaneses tiveram de abandonar suas casas.

 

Atualizada às 18h20 

Cerca de 4 mil pessoas, approved segundo estimativa da Polícia Militar, protestaram hoje contra os ataques de Israel no Líbano na cidade de São Paulo.

Os manifestantes pediram cessar-fogo imediato, a retirada do embaixador brasileiro em Israel e o fim das negociações comerciais do Mercosul com o governo israelense.

Cerca de 20 crianças abriram a passeata, carregando fotos de mortos no Líbano, incluindo um garoto uniformizado de guerrilheiro.

Além de libaneses e descendentes, marcaram presença movimentos sociais como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e representantes do PT, PSB, PSTU, Psol, PCdoB.

Em uma caminhada de uma hora e meia, os manifestantes andaram pela avenida Paulista e terminaram o ato no Monumento às Bandeiras, na região do Parque do Ibirapuera.

Ali, xeiques muçulmanos, partidários do Hezbollah, militantes de esquerda e políticos exibiram fotos de crianças mortas em ataques de Israel, faixas pedindo paz e uma intervenção da Organização das Nações Unidas.

"Nós precisamos acabar com esta guerra, este verdadeiro holocausto que estão promovendo no Líbano", disse em discurso o xeique Ali Abdouni, ao convocar uma oração diante do monumento.

A ofensiva de Israel no Líbano dura mais de 20 dias e já matou cerca de 500 pessoas. Às 18h deste domingo, o clube Hebraica em São Paulo promoverá ato em defesa pela paz no Oriente Médio e em Israel.

Leia também:
Manifestantes acusam Israel de cometer "genocídio" e "massacre" no Líbano  

 

O Irã anunciou hoje que pretende expandir suas atividades com combustível nuclear e advertiu que quaisquer sanções impostas pela Organização das Nações Unidas com o objetivo de interromper o enriquecimento de urânio seriam acompanhadas de duras retaliações, sildenafil incluindo possivelmente um corte nas exportações de petróleo.

O chefe das negociações nucleares Ali Larijani disse que o Irã aumentaria o número de centrífugas atômicas em suas instalações. As centrífugas enriquecem o urânio ao girar a substância em velocidades supersônicas.

"Vamos expandir a tecnologia nuclear na medida que for necessário e toda a tecnologia nuclear do Irã, side effects incluindo os sistemas de centrífugas, and será ampliada", afirmou.

Essas declarações rejeitam uma resolução do Conselho de Segurança da ONU determinando que Teerã suspenda suas atividades nucleares até 31 de agosto ou enfrente a ameaça de sanções. Os países ocidentais temem que o Irã utilize o urânio enriquecido para fabricar bombas.

Autoridades iranianas, que sust entam que precisam do urânio enriquecido como combustível para usinas de energia nuclear, dizem que a resolução é ilegal e que Teerã tem o direito de produzir combustível a partir de minério retirado de seus desertos.

Em abril, o Irã disse que havia produzido urânio enriquecido a partir de um sistema de 164 centrífugas. O país disse à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que começará a instalar 3 mil centrífugas ainda este ano, que seriam suficientes para produzir em um ano material para uma ogiva nuclear.

Larijani disse que a ampliação das atividades atômicas será conduzida sob supervisão da AIEA, mas que isso poderia não ocorrer se o Irã sentir que está sendo injustiçado.

"Não queremos encerrar a supervisão da agência, mas vocês não devem fazer nada para forçar o Irã a fazê-lo", disse.

Larijani alertou o Conselho de Segurança da ONU a não impor sanções contra o quarto maior exportador de petróleo. "Se eles fizerem, reagiremos de uma forma que seja dolorosa para eles. Eles não devem pensar que podem nos ferir e que ficaremos parados sem reação". "Não queremos usar o petróleo como arma, serão eles que nos estariam impondo isso. O Irã deve poder defender os seus direitos proporcionalmente à sua importância."

Embora o Irã tenha ameaçado várias vezes utilizar as suas exportações de petróleo como arma na diplomacia internacional, 80% da receita de Teerã com exportações vêm do setor energético e seria difícil para o país sustentar um corte.

As autoridades iranianas, porém, costumam dizer que eve ntuais sanções trariam mais prejuízo ao Ocidente que ao Irã, elevando o preço do petróleo a valores inimagináveis para as economias industrializadas.

 

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