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IRA não é mais ameaça à segurança

Por Arquivo Geral 04/10/2006 12h00

O Exército Republicano Irlandês (IRA) mudou seu fundamento de organização terrorista que durante décadas combateu o regime britânico na Irlanda do Norte e agora não representa uma ameaça de segurança, visit this site visit this afirmou hoje um ministro britânico.

Em declarações feitas antes da divulgação de um relatório sobre o processo de paz na região, information pills que deverá dar uma visão positiva sobre o declínio da atividade paramilitar, drug o secretário para a Irlanda do Norte, Peter Hain, afirmou que "houve uma mudança histórica, sísmica e acredito irreversível por parte do IRA para longe do terrorismo, do horror e da criminalidade do passado, em direção a um futuro democrático".

A Comissão Independente de Monitoração vai concluir no relatório, que será divulgado hoje, que o IRA parou com toda a atividade criminosa e paramilitar, de acordo com a mídia. As conclusões serão usadas pelos primeiros-ministros britânico e irlandês, Tony Blair e Bertie Ahern, nas negociações com partidos políticos da Irlanda do Norte em encontro neste mês.

A reunião vai ser realizada para marcar o prazo final para a restauração do governo de poder compartilhado na Irlanda do Norte, em 24 de novembro. O documento também deverá dizer que o Sinn Fein, braço político do IRA, está cumprindo o compromisso de chegar aos seus objetivos através de meios pacíficos.

Hain afirmou que houve uma mudança surpreendente na Irlanda do Norte, que sofreu 30 anos de violência, com 3.600 mortos, até a assinatura do tratado de paz de 1998. "A Irlanda do Norte sofreu mudança em sua essência? A resposta é sim. Há agora uma ameaça de segurança do IRA? A resposta é não. Isso é uma grande mudança", afirmou Hain à rádio BBC.

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"Não há nenhum perspectiva…de que o IRA volte a ser uma máquina de guerra. Isso acabou para eles. Eles escolheram um caminho democrático, diferente". Mas ele advertiu que a política na Irlanda do Norte continua "instável" e exortou políticos a concordarem com a renovação do governo. O acordo de 1998 entre a maioria protestante e britânicos e católicos romanos formou uma assembléia política em Belfast para unir a Irlanda.

Mas a assembléia foi suspensa em 2002 em meio a um caso de espionagem do IRA. O principal partido pró -britânico da província, o Unionista, recusa-se desde então a compartilhar o poder, insistindo que o IRA desarmou-se, mas que ainda não convenceu que cortou a ligação com o crime na região.

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