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Mundo

Irã mantém líder opositor sob prisão domiciliar e incomunicável

Arquivo Geral

14/02/2011 13h49

As forças de segurança iranianas estreitaram o cerco em torno da casa do líder opositor Mir Hossein Mousavi, quem está sob prisão domiciliar e sem possibilidade de comunicação exterior, denunciou nesta segunda-feira o site “Kaleme.org”.

Segundo o site, censurado no país, também foram cortadas as linhas telefônicas de Mousavi, quem junto ao outro líder opositor iraniano Mehdi Karroubi tinha convocado para esta segunda-feira um protesto que foi proibido pelo regime.

Karroubi encontra-se na mesma situação desde quarta-feira passada, quando as forças de segurança proibiram a entrada e a saída de pessoas em sua residência em Teerã.

“Vários carros da Polícia proíbem os acesso à rua. Além disso, as linhas telefônicas, tanto fixas quanto móveis, de Mousavi e de sua esposa, Zahra Rahnavard, estão cortadas desde o domingo”, explicou o site.

Mousavi e Karroubi lideraram em 2009 os protestos contra a reeleição do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que qualificaram como fraudulenta.

Na repressão a essas manifestações, mais de 30 manifestantes morreram, segundo os números oficiais, enquanto a oposição denuncia que foram mais de 70 os mortos.

Além disso, milhares de iranianos foram detidos e mais de 100 foram condenados a diferentes penas, inclusive à forca, por supostamente conspirar com forças estrangeiras para derrubar o regime.

Após meses de silêncio, a oposição iraniana colocou no fim de semana um comunicado na internet no qual pede à população que proteste nesta segunda-feira no centro da cidade, apesar das advertências das autoridades.

Na nota, os opositores também criticam a “hipocrisia” do regime iraniano, que apoiou publicamente as revoltas no norte da África, enquanto impede as manifestações em seu próprio território.

A oposição afirma ainda que o regime empreendeu uma campanha de intimidação que na última semana resultou em cerca de 20 detenções e censurou diversos sites de notícias internacionais, além de ter alterado a transmissão dos canais por satélite.

Além disso, o escritório encarregado de assuntos de imprensa ressaltou nesta segunda-feira aos jornalistas estrangeiros que a manifestação não está autorizada, por isso que eles não devem fazer a cobertura das ruas.

Desde o início da manhã, agentes das diferentes forças patrulham os acessos às avenidas que em julho foram palco de manifestações populares contra a reeleição de Ahmadinejad.

A Guarda Revolucionária, corpo de elite das Forças de Segurança iranianas, ordenou aos opositores que desistissem de sair às ruas.

“Seu plano para manifestar-se na próxima segunda-feira faz parte de uma conspiração incitada pelos inimigos do Irã”, afirmou o comandante, Hussein Hamedani.

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