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Irã lança ataques contra Israel e bases dos EUA em retaliação à morte de Khamenei

A Guarda Revolucionária Islâmica executou a Operação Verdadeira Promessa 4 com mísseis e drones contra alvos israelenses e americanos na regiã

Redação Jornal de Brasília

01/03/2026 13h27

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Foto: AHMAD GHARABLI / AFP

Em resposta ao assassinato do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou o lançamento de ataques contra territórios israelenses e pelo menos 27 bases americanas no Oriente Médio. A operação, batizada de Verdadeira Promessa 4, envolveu extensos ataques com mísseis e drones, marcando a sexta onda da ofensiva.

Os alvos identificados pelas forças iranianas incluíam o quartel-general do Exército israelense em Hakirya, Tel Aviv, um complexo industrial de defesa na mesma cidade e uma base aérea na capital israelense. A IRGC afirmou que as Forças Armadas dariam uma ‘vingança diferente e decisiva’.

Após o anúncio, o Exército israelense orientou a população a permanecer em locais seguros até novo aviso, sem fornecer detalhes adicionais. Do Catar, o Ministério da Defesa informou que impediu com sucesso o impacto de aproximadamente 18 mísseis direcionados a diversas áreas do país.

Israel retaliou com uma ampla onda de ataques aéreos no centro de Teerã, visando dominar os céus sobre a capital iraniana. De acordo com os militares israelenses, a maioria dos sistemas de defesa aérea no oeste e centro do Irã foi desmantelada após a Força Aérea realizar ataques para abrir o caminho para Teerã.

A ofensiva inicial dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, iniciada no sábado (28), resultou em pelo menos 201 mortes e 747 feridos. O assassinato de Khamenei foi confirmado pela mídia oficial iraniana na noite desse sábado, no horário de Brasília.

Nas primeiras horas do domingo (1º), milhares de pessoas saíram às ruas em cidades iranianas para protestar contra o assassinato e lamentar a morte do líder. No mesmo dia, foi anunciada a formação de um órgão colegiado para substituir Khamenei, composto pelos chefes do Executivo, presidente Masoud Pezeshkian; do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejeie; e do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, segundo o jornal estatal Terah Times.

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