Menu
Mundo

Irã insiste em que tem capacidade para enriquecer urânio

Arquivo Geral

24/11/2009 0h00

O Irã tem capacidade suficiente para enriquecer urânio acima de 3,5%, mas ainda não iniciou o processo, assegurou hoje o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores iraniano, Ramin Mehmanparast.

Em sua habitual entrevista coletiva semanal, o funcionário reiterou que ninguém em seu país se opõe a enviar o urânio ao exterior, mas que antes de dar sinal verde ao acordo necessita garantias “100%”.

“O Irã já respondeu à proposta de Viena”, afirmou, em alusão à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), “e acreditamos que a outra parte entendeu a resposta. Nossa postura é conseguir o combustível necessário para nosso reator científico de Teerã e, para isto, queremos garantias totais”, afirmou.

“Os jovens cientistas do Irã estão capacitados para produzir este combustível. Ainda não deram início a esta tarefa, mas não há nenhuma norma que os impeça”.

“Como membro do tratado de não-proliferação de armas nucleares é obrigatório que nos proporcionem o combustível. Devemos evitar dar uma natureza política ao caso nuclear do Irã”, acrescentou.

Mehmanparast lembrou que existem três alternativas: comprar o combustível já enriquecido a 20%, produzi-lo no Irã ou trocar o urânio que Teerã tem a 3,5%.

“Ninguém no Irã se opõe ao envio de nosso urânio enriquecido ao exterior, a única coisa que é colocada é que deve haver garantias de que receberemos o combustível a 20%. A troca do combustível em território iraniano pode ser uma das soluções”, acrescentou.

O porta-voz iraniano negou, além disso, que exista desacordo entre as autoridades iranianas sobre o assunto, pois o mecanismo de tomada de decisões no Irã impede que não haja consenso.

“O desacordo está entre os países do grupo formado por Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha, já que com seu comportamento mostram sua falta de unidade para chegar a um acordo”, ressaltou.

Em sua opinião, “os responsáveis chineses e russos estão seguramente em desacordo com a postura e as decisões políticas dos EUA”.

“Não acho que a viagem do presidente americano, Barack Obama, à região tenha tido êxito”, disse.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado