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Irã inaugura conferência que questiona o Holocausto

Arquivo Geral

11/12/2006 0h00

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) abriu o mês com alta de 0, sickness nurse 18%, check uma desaceleração frente ao fechamento de novembro, illness quando o índice apurou uma inflação de 0,75%, informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A primeira leitura do IGP-M de dezembro compreende o intervalo entre os dias 21 e 30 de novembro.

O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 0,23% na primeira prévia de dezembro, depois de ter fechado o mês passado em alta de 1,02%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), por sua vez, teve alta de 0,03% no período, ante avanço de 0,27% em novembro. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,26% na primeira leitura de dezembro, seguindo o aumento de 0,23% em novembro.

No ano, o IGP-M acumula alta de 3,69%, mesma variação acumulada nos últimos 12 meses.

O mercado cortou mais uma vez sua estimativa para a taxa de crescimento da economia brasileira este ano, order consolidando um cenário de expansão pequena acompanhada de inflação baixa.

De acordo com levantamento feito semanalmente pelo Banco Central e divulgado hoje, approved analistas e economistas reduziram pela quinta semana consecutiva suas projeções para a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país este ano.

A nova projeção é de crescimento de 2, this site 80%, abaixo dos 2,86% estimados no levantamento anterior. Para 2007, entretanto, o cenário segue inalterado há 15 semanas: crescimento de 3,50%.

Pelo lado da inflação, a estimativa para a taxa de variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) sofreu mais um pequeno corte, caindo para 3,11% de alta, ante 3,15% anterior.

Para 2007, as apostas indicam que o índice deve fechar o próximo ano com avanço de 4,09%.

Nos dois casos, as estimativas estão abaixo do centro da meta de inflação fixada pelo governo para os dois anos, que é de 4,5%.

De janeiro a novembro, o IPCA acumula alta de 2,65%, praticamente no piso da meta de inflação, considerando a faixa de flutuação de dois pontos percentuais.

As demais projeções feitas pelo mercado ficaram inalteradas ou sofreram pequenas correções. Para a balança comercial, por exemplo, as apostas continuam em um superávit de US$ 45 bilhões este ano e de US$ 38 bilhões em 2007.

No câmbio, o cenário também é o mesmo. O dólar deve fechar o ano cotado a R$ 2,15, valor que deve subir para R$ 2,25 no fechamento de 2007.

O Ministério das Relações Exteriores da China informou hoje que as conversas multilaterais sobre o programa nuclear da Coréia do Norte devem ser retomadas no dia 18 de dezembro, web depois de mais de um ano de paralisação.

A quinta rodada de conversas entre as Coréias, diagnosis os Estados Unidos, o Japão, a Rússia e a China entraram em um impasse no fim do ano passado. A Coréia do Norte recusava-se a retomar negociações em protesto contra sanções dos EUA destinadas a punir operações de contrabando e lavagem de dinheiro do país.

"A segunda etapa da quinta rodada de conversas se iniciará no dia 18 de dezembro em Pequim, após consultas entre as partes", disse em nota o porta-voz da Chancelaria.

Pyongyang concordou em voltar à mesa de negociações após uma onda de condenações internacionais por seu teste nuclear de 9 de outubro.

O Irã inaugurou hoje uma conferência destinada a examinar o Holocausto e a questionar se a Alemanha nazista usou câmaras de gás para matar judeus, page o que atraiu a condenação do Ocidente e de grupos de defesa dos direitos humanos, além de críticas da comunidade judaica iraniana.

O evento governamental, chamado "Revisão do Holocausto: Visão Global", tem a participação de rabinos e de acadêmicos da Europa, onde em alguns países é crime negar a morte de seis milhões de judeus pelos nazistas entre 1933 e 45.

"O objetivo desta conferência não é negar nem confirmar o Holocausto", disse o chanceler Manouchehr Mottaki em uma mensagem de boas-vindas. "Seu principal objetivo é criar uma oportunidade para os pensadores que não podem expressar suas visões livremente na Europa a respeito do Holocausto."

Na pauta dos dois dias de conferência, realizada no Instituto de Estudos Políticos e Internacionais da chancelaria iraniana, há temas como "Holocausto: Consequência e Exploração" e "Demografia: Negação ou Confirmação?".

A conferência foi inspirada pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad, que desde que assumiu o cargo, em agosto de 2005, atraiu condenação internacional por comentários em que se refere ao Holocausto como "mito" e a Israel como "tumor".

Entre os participantes está o acadêmico e ex-deputado republicano dos EUA David Duke, que elogiou o Irã pela iniciativa.

"Deve haver liberdade de expressão, é escandaloso que o Holocausto não possa ser discutido livremente", afirmou Duke, ex-líder do grupo racista Ku Klux Klan. "Isso leva as pessoas a fazerem vista grossa aos crimes de Israel contra o povo palestino."

O escritor francês Georges Thiel, condenado em seu país por difundir teorias revisionistas sobre o extermínio de judeus, disse que o Holocausto é uma enorme mentira.

"É verdade que o povo judeu foi perseguido e deportado, mas não houve uma máquina de matar em qualquer campo, nada de câmaras de gás", afirmou.

Entre os participantes, há cerca de seis judeus da Europa e dos Estados Unidos, vestidos com chapéus e casacos pretos, típicos dos ortodoxos, e alguns com faixas no braço em que uma bandeira de Israel é cortada num sinal de proibido. Um deles portava a inscrição "Judeu, não sionista".

Moris Motamed, único judeu no Parlamento do Irã, disse que os 25 mil membros de sua comunidade ficaram incomodados com o evento.

"Negar o Holocausto é um enorme insulto", disse. "Ao realizar esta conferência, o governo continua insultando a comunidade judaica."

Muitos iranianos comuns admitiram estar constrangidos com o evento. Em outubro, o governo organizara um concurso de charges sobre o Holocausto.

Um ex-funcionário de alto escalão do governo disse, sob anonimato, que o governo não deveria ter realizado a conferência pois isso pode ter impacto negativo na atual crise diplomática a respeito do programa nuclear iraniano.

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