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Mundo

Irã fecha 2 jornais contrários ao Governo

Arquivo Geral

06/10/2009 0h00

As autoridades iranianas ordenaram o fechamento temporário dos jornais “Farhang-e Ashti” e “Arman”, que nas últimas semanas instensificaram as críticas ao Governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Segundo outro jornal reformista, o “Etemad”, as duas publicações foram fechadas na segunda-feira.

O “Farhang-e Ashti”, considerado próximo ao ex-presidente Ali Akbar Hashemi Rafsanjani, era visto como um jornal analítico, que oscilava entre o conservadorismo moderado e uma visão pró-abertura.

Porém, dias atrás, publicou um duro editorial contra o jornal ultraconservador “Kayhan”, criticado por supostamente ter manipulado declarações do líder supremo da Revolução Islâmica, o aiatolá Ali Khamenei.

Desde que os reformistas chegaram ao poder no fim dos anos 1990, o Poder Judiciário iraniano fechou dezenas de publicações partidárias desta corrente.

Em 2005, com a chegada de Ahmadinejad à Presidência, o cerco à imprensa pró-abertura aumentou, a ponto de o Irã passar a ser considerado um dos principais “predadores da imprensa livre”.

O “Etemad”, um dos poucos jornais reformistas que ainda circulam no Irã, informou ainda que o conservador Mohsen Rezaei, ex-candidato à Presidência, foi autorizado a publicar um novo diário.

A publicação se chamará “Melat-e Ma” (“Nosso Povo”) e vai ser dirigida pelo jornalista Amir Hossein Marvi.

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