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Irã executa dois homens condenados por vínculos com Israel em protestos

Os dois homens participaram dos protestos antigovernamentais deste ano, que tiveram seu auge em janeiro.

Redação Jornal de Brasília

05/04/2026 12h41

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Foto por – / IRAN PRESS / AFP

As autoridades iranianas executaram, neste domingo (5), dois homens condenados por agirem em prol de Israel e dos Estados Unidos durante os protestos antigovernamentais de janeiro, informou a Justiça.

“Mohamad-Amin Biglari e Shahin Vahedparast (…) foram enforcados depois que o caso foi revisado e o veredicto final, confirmado pela Suprema Corte”, informou a Mizan, agência de informação do Judiciário.

Os dois homens participaram dos protestos antigovernamentais deste ano, que tiveram seu auge em janeiro.

Desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra desatada pelo ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, foram executadas no país pessoas vinculadas com os protestos ou grupos de oposição, concretamente membros da organização dos Mujahedins do Povo do Irã (MEK), qualificada como “terrorista”.

No sábado, o Irã executou dois membros do MEK, depois que outros quatro integrantes condenados deste grupo foram enforcados no começo da semana.

E na quinta-feira, as autoridades executaram um jovem de 18 anos, declarado culpado de ter trabalhado para Israel e Estados Unidos durante os protestos, após outras três execuções pelos mesmos motivos em março.

O regime reconheceu mais de 3.000 mortos nos protestos, enquanto a ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA) contabilizou mais de 7.000 mortos.

© Agence France-Presse

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