Sete pessoas acusadas de narcotráfico foram enforcadas nesta segunda-feira no pátio de uma prisão da província iraniana de Kermanshah, no sudoeste do país, totalizando 19 execuções realizadas no Irã nos últimos três dias.
Os sete executados “preparavam e distribuíam desde cinco quilos de heroína até 100 quilos de crack sintético”, segundo o procurador-geral da província, Mojtaba Maleki, citado pela agência oficial de notícias local “Irna”.
De acordo com a lei iraniana, a produção e distribuição de mais de 30 gramas de heroína é condenada à pena de morte.
“Algumas destas pessoas tinham antecedentes de tráfico de drogas e até o momento tinham desfrutado várias vezes da compaixão islâmica. O combate contra o narcotráfico continuará firme”, disse Maleki.
No Irã rege uma interpretação da lei islâmica que condena à pena capital aos assassinos, aos violadores, aos traficantes e àqueles que atentem contra a lei de Alá e a República Islâmica.
Segundo as estatísticas da organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, Irã é o segundo país do mundo com mais execuções realizadas, com mais de 300 enforcamentos ao ano, e só fica atrás da China e seguido pela Arábia Saudita e Estado Unidos.