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Irã e Europa reagem a ‘insultos’ de Trump ao papa Leão XIV

Em nome do Irã, o líder do país persa afirmou que “a profanação de Jesus, profeta da paz e da fraternidade, não é aceitável para nenhuma pessoa livre”.

Redação Jornal de Brasília

13/04/2026 11h34

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Foto: ANDREJ ISAKOVIC / AFP

As críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao papa Leão XIV motivaram reação do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, que condenou o que chamou de “insulto” ao pontífice. Em nome do Irã, o líder do país persa afirmou que “a profanação de Jesus, profeta da paz e da fraternidade, não é aceitável para nenhuma pessoa livre”.

A manifestação foi publicada no X e se soma a outras respostas de autoridades políticas e religiosas ao ataque de Trump, que chamou o papa de “fraco no combate ao crime e péssimo em política externa” e o criticou por sua posição sobre o Irã e armas nucleares. Líderes também criticaram uma imagem publicada pelo americano em que ele aparece na figura de Jesus e simulando a cura de uma pessoa.

Também no X, o ex-primeiro-ministro da Itália e ex-comissário europeu Paolo Gentiloni ironizou a controvérsia ao afirmar que o papa não excomungaria Trump, citando “o poder da misericórdia papal”.

Já Antonio Spadaro, subsecretário do Dicastério para a Cultura e Educação do Vaticano, avaliou que os ataques revelam um desconforto do poder político diante da autoridade moral do pontífice. Segundo ele, “quando o poder político se volta contra uma voz moral, muitas vezes é porque não consegue contê-la”, acrescentando que, ao tentar deslegitimar Leão XIV, Trump acaba reconhecendo o peso de suas palavras.

O arcebispo Paul Coakley, presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, disse estar “entristecido” com os comentários de Trump e afirmou que o papa “não é seu rival nem um político, mas o Vigário de Cristo”. A Conferência Episcopal Italiana também lamentou as declarações e ressaltou que o pontífice “não é um contraponto político, mas o sucessor de Pedro, chamado a servir ao Evangelho, à verdade e à paz”.

Em resposta às críticas, Leão XIV afirmou que não teme o presidente americano e reiterou que sua mensagem está ancorada no Evangelho, defendendo a paz, o diálogo e o multilateralismo.

Estadão Conteúdo.

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