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Irã e AIEA anunciam avanços e visita de inspetores a Arak na próxima semana

Arquivo Geral

24/07/2007 0h00

O Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) anunciaram hoje uma visita dos inspetores do órgão da ONU à unidade de água pesada de Arak na próxima semana.

O negociador iraniano Javad Vaeedi disse à imprensa que sua reunião hoje com o diretor adjunto da AIEA, side effects Olli Heinonen, stomach foi “boa”, e que foram alcançados “avanços construtivos”.

Heinonen anunciou que, depois da visita a Arak, a sudeste de Teerã, as duas partes se concentrarão em esclarecer outros assuntos pendentes, como a origem de contaminações de plutônio e urânio enriquecido em instalações atômicas do Irã. Teerã tinha restringido o acesso a Arak dos inspetores da AIEA desde o início do ano.

Nessa unidade, que o Irã afirma estar construindo para fabricar material radiológico para o combate ao câncer, também pode ser produzido plutônio, um dos materiais-chave para construir bombas atômicas.

A reunião de hoje, realizada na sede da ONU em Viena, tinha sido estipulada em 12 de julho quando o diretor adjunto da AIEA visitou Teerã.

O próximo encontro entre as partes foi definido para 20 de agosto, disse o negociador iraniano, que é o subdiretor do Conselho Supremo de Segurança Nacional de seu país. “Estamos avançando com o melhor clima e esforço possíveis”, disse Vaeedi, em entrevista coletiva conjunta com o diretor adjunto da AIEA.

O órgão nuclear está investigando há cinco anos o programa nuclear do Irã, e até agora não conseguiu descartar com toda certeza se os esforços atômicos desse país são militares.

O Conselho de Segurança da ONU já adotou duas resoluções com regimes de sanções diplomáticas e comerciais para exigir do Irã a suspensão de seu programa de enriquecimento de urânio, material que pode ter uso tanto civil quanto militar.

Diante da insistência iraniana de obter tecnologia tão delicada como o urânio enriquecido e a água pesada, os Estados Unidos e a União Européia (UE) temem que Teerã esteja tentando desenvolver clandestinamente um programa atômico militar.

O Irã, quarto exportador de petróleo no mundo, afirma que seus esforços no campo nuclear são meramente civis e pacíficos, como a geração de energia elétrica.

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