O reator nuclear de pesquisa do Irã tem combustível suficiente para funcionar até março de 2011, assegurou hoje o porta-voz da Organização da Energia Atômica do país, Ali Shirzadian.
Em declarações citadas pela agência de notícias “Isna”, o porta-voz desmentiu, além disso, as informações de que o reator, que o Irã diz utilizar para criar isótopos médicos, estaria obsoleto.
“Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), na atualidade há 248 reatores de pesquisa operacionais no mundo, grande parte deles com idades de entre 35 e 40 anos”, explicou Shirzadian.
“Levando em conta que o reator de Teerã não funcionou a toda sua capacidade no passado, se encontra agora em bom estado e pode funcionar com seu atual combustível até (…) o próximo ano (março de 2010)”, acrescentou.
Shirzadian explicou, no entanto, que a partir dessa data o reator, que teria mais uma ou duas décadas de vida, precisaria de combustível para continuar sua atividade.
A comunidade internacional espera há semanas a resposta do Irã a uma proposta para enviar urânio ao exterior e recuperá-lo enriquecido em 20%, porcentagem necessária para que o reator continue em andamento.
O regime iraniano, no entanto, se limitou a dar a entender que estaria disposto a aceitar a proposta de Estados Unidos, França e Rússia, mas fez uma série de ressalvas.
Grande parte da comunidade internacional, com EUA e Israel à frente, acusa o Irã de ocultar, sob seu programa civil, outro projeto de natureza clandestina e aplicação bélica cujo objetivo seria a aquisição de armamento atômico, o que é negado por Teerã.