O diretor do organismo da energia atômica iraniano, Ali Akbar Salehi, diz em uma entrevista divulgada hoje pela revista alemã “Der Spiegel” que o Irã não vai se submeter a ameaças externas.
“Estamos muito em alerta. E estamos resignados ao pior. Mas não nos dobraremos”, afirma Salehi sobre as críticas que, sobretudo de Israel, apontam para que Teerã só poderá pôr fim a seu programa de enriquecimento de urânio com um ataque militar.
Na entrevista à revista, que sai amanhã à venda, Salehi insiste, no entanto, que seu país não procura desenvolver armas atômicas, mas adverte que, como nação “soberana”, tem “direito” a empregar essa tecnologia para fins civis.
“E não renunciaremos a esse direito. Nenhum Governo iraniano o fará, sob nenhuma circunstância”, assegura.
Segundo ele, o Irã está interessado em uma “boa cooperação internacional” e está cumprindo de forma “estrita” o plano estipulado com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Salehi disse que o Irã quer dominar sem restrições a energia nuclear, mas não para criar bombas. “Sabemos que a construção da bomba não nos trará segurança. Pelo contrário”, afirma.
Está previsto para o começo de outubro uma reunião entre Irã e representantes dos países negociadores para a questão nuclear – EUA, China, Rússia, França, Grã-Bretanha e Alemanha.
No entanto, o Irã já disse que não usará as negociações para reduzir suas ideias e projetos nucleares.