O Poder Judiciário iraniano formará um tribunal especial para julgar os detidos pelos protestos e distúrbios no país desde o anúncio do resultado das eleições presidenciais de 12 de junho.
Este tribunal investigará caso a caso para “revelar quem está por trás dos distúrbios”, rx dos quais o Irã acusou grupos apoiados do exterior, e especialmente desde Estados Unidos, França, Alemanha e Reino Unido.
Os protestos, nos quais morreram pelo menos 20 pessoas segundo números oficiais, explodiram após a notícia da surpreendente vitória do atual presidente, o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad.
Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas em manifestações pacíficas que foram reprimidas com violência pela Polícia e os grupos de voluntários islâmicos “Basij”.
No entanto, o regime iraniano insiste em que as ações foram organizadas por grupos que pretendem desestabilizar o país e promover uma “revolução”.