“O mundo esperava que os ministros se centrassem unicamente na agenda que tinham e tratassem os sérios problemas de seus Estados e da comunidade internacional”, disse o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores iraniano, Hassan Qashqavi.
Na sexta-feira, os chefes das diplomacias dos países do G8 manifestaram sua insatisfação com a violência surgida no Irã após a polêmica reeleição do atual presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.
Hoje, Qashqavi foi especialmente duro com as palavras da União Europeia (UE).
“A República Islâmica do Irã condena a interferência e as inaceitáveis palavras do presidente do Parlamento Europeu. Esta declaração apressada foi feita quando o Conselho de Guardiães ainda não havia divulgado sua investigação”, afirmou.
A UE propôs ao Irã liderar uma delegação de deputados europeus que viajariam a Teerã para tentar reduzir a tensão entre governistas e opositores.
“Se o presidente ou outros membros do Parlamento Europeu quiserem visitar o Irã no marco do respeito mútuo, isso será entendido como um passo positivo. Em caso contrário, será completamente infrutífero”, advertiu Qashqavi.