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Mundo

Irã chama estreito de Ormuz de “linha vermelha”

Teerã diz que responderá a novos ataques dos EUA com ações contra a infraestrutura regional no Golfo.

Redação Jornal de Brasília

16/07/2026 9h24

Foto: AFP

Foto: AFP

O Irã afirmou nesta quinta-feira (16) que o Estreito de Ormuz é uma “linha vermelha” inviolável e alertou que, se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumprir a ameaça de atacar a infraestrutura iraniana, o país retaliará contra a infraestrutura em toda a região do Golfo.

A declaração foi feita após a quinta noite consecutiva de ataques dos EUA na quarta-feira (15) e o restabelecimento de um bloqueio naval aos portos iranianos. Segundo Washington, a medida busca reabrir o estreito, fechado pelo Irã no último sábado após o colapso de uma trégua frágil.

Depois dos primeiros ataques da noite de quarta-feira, o principal negociador de Teerã, Mohammad Baqer Qalibaf, divulgou um comunicado dizendo que o país está em uma “guerra essencial e existencial” contra os Estados Unidos. Já o porta-voz do Exército iraniano, general Mohammad Akraminia, afirmou que o Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de um quinto dos embarques globais de petróleo e gás antes da guerra, permanece sob controle firme do Irã.

Akraminia disse ainda que, se Trump cumprir a ameaça de atacar usinas de energia e pontes iranianas, as Forças Armadas do Irã atingiriam “toda a infraestrutura restante” na região, em uma resposta que seria mais severa, de maior alcance e mais destrutiva do que as anteriores. O militar também afirmou que a única forma de reabrir o estreito seria com o cumprimento do memorando de entendimento de 14 pontos assinado em junho e das “normas iranianas” para o tráfego marítimo na região.

A escalada ocorre em meio a novas ameaças iranianas contra bases norte-americanas no Kuwait e na Jordânia. O Exército iraniano advertiu que permitir que os EUA lancem ataques contra o país a partir de bases de vizinhos “não ficará sem resposta”. Analistas ouvidos no contexto da crise avaliam que o Irã também pode recorrer a aliados houthis, no Iêmen, para tentar bloquear o estreito de Bab el-Mandeb e ampliar a pressão sobre Washington.

A sequência de ataques e ameaças elevou o risco de uma guerra mais ampla no Oriente Médio, em um conflito que já deixou milhares de mortos e deslocou milhões, especialmente no Irã e no Líbano.

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